segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Velvet

Por absoluta casualidade vi o primeiro episódio de Velvet, pelo qual tinha passado três vezes sem ligar nenhuma. Tinha acabado de ver a primeira temporada da [brilhante, brilhante] Chicas del Cable, e foi-me aparecendo como sugestão da Netflix. Numa das noites em que estava sozinha e não me apetecia ver mais séries americanas-ao-estilo-de-sempre-e-das-que-vejo-sempre, carreguei no botãozinho. O que fui eu fazer, senhores, o quê?? Criar um problema para o meu sono, por um lado, e um pequeno ataque de ciúmes ao meu querido marido que se sentiu - e com alguma razão - trocado várias vezes pela Paula Echevarria e pelo Miguel Angel Silvestre. E pelo José Sacristan. E pelo Javier Rey (<3 adiante="" e="" p="" por...bom="">

Paula Echevarria e Miguel Angel Silvestre, o meu novo amor...ah!
O argumento não tem nada de incrível - é uma espécie de Romeu e Julieta dos anos 1950/1960 - mas tudo o resto é incrível: a frescura dos actores, o guarda-roupa (que sonho, às vezes! Que sonho!), as lições. Cada vez gosto mais de séries europeias - obrigada, Borgen e Les hommes de l'ombre - mesmo que sejam tão leves quanto uma novela. Mesmo que já saiba como vai acabar. Foi o que aconteceu em Velvet: mais volta, menos volta, sabíamos que tinha que acabar de uma forma para acabar bem, para que possamos voltar a sonhar, para que estas pequenas obras de abstracção ainda nos façam acreditar e sonhar. 

Mas são quatro temporadas tão mas tão boas, que quase tenho vontade de repetir tudo outra vez - e mal acabei de a ver. No tempo em que tive que esperar que a Netflix disponibilizasse as duas últimas temporadas, deviam ter visto como ficou o meu humor: não estava a aguentar de emoção. Podia ter sido somente porque a Paula Echevarria e o Miguel Angel Silvestre me fizeram sentir o mesmo que a Julianna Margulies e o Josh Charles, em The Good Wife (que casal, senhores. Que energia no ecrã!), mas não. Velvet tem também o incrível Asier Etxeandia (tanta gargalhada!) e um segundo casal maravilha (Javier Rey e Marta Hazas for ever); tem uma Amaia Salamanca de estouro (vê-la aqui e no Gran Hotel é suficiente para perceber quão versátil pode ser); tem uma Cecilia Freire que não dá para acreditar e uma Angela Molina que nos prende no primeiro olhar que faz na série.



Se não tiverem nada que fazer durante o verão - e enquanto as séries americanas estão em pausa - vejam Velvet. Cada episódio tem mais de uma hora (houve dias que foram um problema, mas aproveitei uma semana em que tive que estar de repouso para despachar uma temporada inteira!! Yeah!) e vão ver que vale a pena. Isto se tiverem pachorra para séries românticas e bonitas. Porque é só isto. Mas isto, bem feito, já é tanto nos dias de hoje, que não consigo deixar de ter saudades desta gente toda...

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