segunda-feira, 24 de julho de 2017

Let's talk about boobs (again)

Uma das questões que aparece com a maternidade são as alterações corporais: primeiro inchamos, engordamos, ficamos com uma barriga que parece uma bola de basquete, fazemos retenção de líquidos, as nossas mamas parecem as da Cicciolina, enfim...

Depois a criança nasce e temos a ilusão simpática de que o corpo vai voltar ao normal - mesmo que leve o seu tempo. E ficamos um bocado tristes quando não volta - claro que para quem faz muito desporto, à laia de Daniela Ruah, a coisa não é bem assim. Mas como estou a falar de mim, paciência.
E pronto, o meu não voltou. Não me queixo - na verdade até estou bem mais magra do que antes de engravidar -, comecei a fazer desporto assim que a miúda fez 3 meses, continuo a comer como antes e está tudo bem. Dentro do género. Porque perdi imenso peito. Mamas, mesmo. Não é que eu fosse desprovida delas, mas posso dizer-vos que baixei dois ou três números de soutien assim sem dar por ela. E não é que esteja muito infeliz, porque acho que há roupa que agora me fica bem melhor. Só que as camisas e camisolas e casacos do armário deixaram de me ficar bem, os soutiens ficaram ridículos, eu comecei a sentir-me cada vez pior - quem é que quer ter roupa que parece ter sido comprada para outra pessoa, com outro corpo?

E sim, podem tomar café enquanto esperam 

Voltei à loja que me salvou a vida há um par de anos, e onde passei a fazer todas as compras, e elas voltaram a salvar-me. Já me tinham ajudado no processo-de-me-transformar-numa-baleia e no regresso à normalidade. Só que afinal, quando pensei que tinha regressado à normalidade, não tinha. E foi preciso reajustar novamente. E foi incrível. Porque saí de lá, novamente, com a sensação de estar muito mais bonita porque vesti o soutien certo. Porque deixei de sentir que tinha ligerie que não me pertencia - e consequentemente, deixei de me lamentar por todas as alterações que o meu corpo sofreu, mesmo que até me sinta bem nele.

Portanto, fica novamente a dica: vão à Dama de Copas e percebam a diferença de usar o número certo de roupa interior. Vão ficar espantadas com a diferença. Prometo!

Em Lisboa, há uma loja no Saldanha e outra na Baixa, no Porto há uma na Rua Sá da Bandeira, e em Madrid, na Calle Goya. Não há é desculpas par não ir - não vão é à espera de preços tipo Calzedonia ou Oysho. Mas valem cada cêntimo. Mesmo.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Cheiros bons

Eu sou super, hiper sensível a cheiros. E os cheiros, os odores, são para mim o melhor reavivar de memória que existe. Em 2 segundos de inalação de um odor específico sou capaz de voar 10, 15 anos da minha vida e de repente voltar a ouvir os sons, a sentir os sabores, a ver os rostos. Acontece-me frequentemente em coisas tão banais como...no banho. Cada gel duche guarda, no seu aroma, momentos muito específicos da minha vida:

há um que é claramente Taizé. Grita Taizé de tal forma que passo o resto do banho a sorrir enquanto trauteio uma das músicas e recordo as muitas pessoas com quem lá me cruzei ao longo dos anos;
há um outro que me lembra o meu 12.º ano. Mas tão, tão bem. Sei exatamente o que se passou naquele ano só porque no outro dia tomei banho com aquele gel duche, imagine-se;
há outro que me cheira a Natal - desconfio de que é por ser o que está sempre em casa dos meus pais;
há ainda aquele que me cheira a regresso de campo. Deve querer dizer Verão, mas aquilo de que me lembro quando o cheiro é do meu regresso a casa, depois de um grande acampamento de Verão.

Claro que também há o gel duche da praia, das viagens, de algumas férias. Mas uns vão-se esbatendo muito mais que outros, porventura tendo em conta a sua importância em cada momento da minha vida. Portanto, não estranhem quando um dia virem alguém a abrir os vários frascos de gel duche no supermercado: muitas vezes sou eu a perder-me nas minhas memórias.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Counting Down

Eu gostava de ter tempo para dissertar sobre as coisas bonitas que a vida me tem proporcionado. Mas não tenho. No pouco tempo que tenho, por norma, tenho-me lamentado pela falta de tempo. Ou então queixo-me terrivelmente até deixar de ter tempo novamente.

É isto. Quero férias. Quero muito ter férias. E ainda falta e estou absolutamente em ácidos. É isto. Obrigada e um queijo!
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