terça-feira, 11 de julho de 2017

Cheiros bons

Eu sou super, hiper sensível a cheiros. E os cheiros, os odores, são para mim o melhor reavivar de memória que existe. Em 2 segundos de inalação de um odor específico sou capaz de voar 10, 15 anos da minha vida e de repente voltar a ouvir os sons, a sentir os sabores, a ver os rostos. Acontece-me frequentemente em coisas tão banais como...no banho. Cada gel duche guarda, no seu aroma, momentos muito específicos da minha vida:

há um que é claramente Taizé. Grita Taizé de tal forma que passo o resto do banho a sorrir enquanto trauteio uma das músicas e recordo as muitas pessoas com quem lá me cruzei ao longo dos anos;
há um outro que me lembra o meu 12.º ano. Mas tão, tão bem. Sei exatamente o que se passou naquele ano só porque no outro dia tomei banho com aquele gel duche, imagine-se;
há outro que me cheira a Natal - desconfio de que é por ser o que está sempre em casa dos meus pais;
há ainda aquele que me cheira a regresso de campo. Deve querer dizer Verão, mas aquilo de que me lembro quando o cheiro é do meu regresso a casa, depois de um grande acampamento de Verão.

Claro que também há o gel duche da praia, das viagens, de algumas férias. Mas uns vão-se esbatendo muito mais que outros, porventura tendo em conta a sua importância em cada momento da minha vida. Portanto, não estranhem quando um dia virem alguém a abrir os vários frascos de gel duche no supermercado: muitas vezes sou eu a perder-me nas minhas memórias.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Counting Down

Eu gostava de ter tempo para dissertar sobre as coisas bonitas que a vida me tem proporcionado. Mas não tenho. No pouco tempo que tenho, por norma, tenho-me lamentado pela falta de tempo. Ou então queixo-me terrivelmente até deixar de ter tempo novamente.

É isto. Quero férias. Quero muito ter férias. E ainda falta e estou absolutamente em ácidos. É isto. Obrigada e um queijo!
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