segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Índice de felicidade

Quantos de vós conhecem os vossos vizinhos? Quantos de vós sabem que pessoas vos costumam acompanhar, todos os dias, nos transportes que apanham? Quantos de vós conhecem os problemas da pessoa que partilha convosco a secretária? Quantos de vós largam o telefone durante a refeição para conversar com quem vos acompanha? Quantos levantam os olhos, no caminho, para verem as pessoas que convosco se cruzam? Quantos abdicam de tempo vosso para fazer bem aos outros – mesmo que esse tempo seja somente um café com um amigo que está a precisar?

Quantos de vós sabem verdadeiramente o esforço que as pessoas com quem convivem fazem para ter uma vida digna? Quantos de vós sabem quantas horas por dia trabalha a pessoa que se senta ao vosso lado do autocarro ou no metro?

A pergunta poderia estar feita na primeira pessoa do plural, para que também eu lhe tivesse que responder, mas de há uns tempos para cá tenho tentado fazer esse exercício. E não tenho gostado das respostas, embora elas expliquem bastantes coisas. Explicam por que andamos todos cada vez mais esgotados; explica por que somos dos mais infelizes do mundo; explica por que nos tornamos, a cada dia que passa, mais intolerantes; explica por que há cada vez mais pessoas a sofrer com solidão; explica por que pessoas como Donald Trump ganham adeptos no mundo.

Porque nos esquecemos de que vivemos num mundo onde há outras pessoas, que importam tanto ou mais do que nós. Porque nos esquecemos de que aquelas pessoas que passam fome, que trabalham 12h por dia, que vivem em países em guerra, podíamos ser nós. Ver os problemas dos outros minimiza os nossos, e muitas vezes não queremos que isso aconteça: é horrível perceber que, na verdade, muitas das coisas pelas quais nos queixamos são absolutamente disparatadas.

Guardo na memória o primeiro dia deste ano. Estávamos em Moçambique e fomos até uma aldeia construída pela Casa do Gaiato para acolher pessoas carenciadas e idosos sem família. No final da missa, celebrada debaixo de uma árvore no meio das casas, foram distribuídos bolo e refrigerantes por toda a gente. Para muitas daquelas pessoas, o almoço do dia. E nunca vi olhos tão felizes quanto os daqueles garotos e daquelas velhotas que, dançando, agradeciam pelo dom da vida.


Se nos colocássemos mais vezes na pele daqueles que partilham connosco o mundo tenho a certeza de duas coisas: de que seríamos menos egoístas, egocêntricos e fúteis; de que tornaríamos, pelo menos à nossa volta, o mundo num lugar muito mais bonito. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dormir, dormir, dormiiiiir

É claro que a maior parte das pessoas não vai acreditar em mim, mas a verdade é que nossa filha dorme. E dorme bem em 90% das noites, e dorme muito desde muito pequena. É óbvio que isso não é mérito nosso e que não foi por nada do que nós fizemos. É sorte, como tudo o que tem a ver com bebés – por favor, detetem a ironia. Obrigada.

Mas como é óbvio também, há algumas noites que são um verdadeiro inferno – e basta serem duas para parecerem 10 que nós já não temos 18 anos e a capacidade para fazer diretas já era. E andamos a ter algumas dessas noites porque vêm aí dentes, e quando não são os dentes é a tosse e se não é a tosse é ela a querer conversar – a sério? Às 3h da manhã? – e se não é ela a acordar sou eu, que acordo a pensar por que raio ela ainda não acordou. Enfim.

Portanto, quando no outro dia me avisaram que eu teria que trabalhar num fim-de-semana, e isso implicava ir para fora de Lisboa, confesso que o meu coração – egoísta, duro como pedra, de mãe desnaturada – se encheu de uma alegria avassaladora. É que aos meus olhos, a única coisa que esse final de semana me gritou foi: VAIS DORMIR DUAS NOITES SEM INTERRUPÇÕES!

Eu sei!, sou uma péssima pessoa, não gosto da minha filha, bla bla bla. Bring it on. Eu aguento. Na verdade, eu tenho aguentado todas as críticas dos últimos tempos porque estou muito focada no facto de, pela primeira vez em muitos meses, ir dormir duas noites seguidas, sozinha – a bem da verdade já dormi duas noites sem a miúda, que a avó dela é uma porreira e adora acordar durante a noite para cuidar dos netos que leva para o quarto, mas aí foi tão estranho que acordei várias vezes a pensar onde estava a criança. Go figure.

É claro que vou de coração apertado – não é preciso chamarem já a proteção de menores – e que vou estar preocupada durante o tempo todo, porque é assim que funciona. Mas na verdade, quando penso no fim de semana, repito, só me vem uma palavra à cabeça, repetidamente e em tamanho gigante: DORMIR!


E quem nunca sentiu isto que atire a primeira pedra. Humpf.

domingo, 22 de janeiro de 2017

Ainda o congresso de jornalistas

Houve, pela primeira vez em 18 anos, um congresso de jornalistas portugueses. A iniciativa é de louvar, porque, lá está: há 18 anos que não havia um. Portanto, antes de mais: well done a quem agarrou na ideia e a fez acontecer!

O congresso não foi perfeito. O programa não era particularmente apelativo, e o facto de apanhar dois dias de semana não foi incrivelmente bem pensado uma vez que a vida de jornalista já é complicada sem ter congressos durante o dia, quanto mais tendo. Mas adiante, que dava sempre para lá dar um salto se se quisesse muito - e todos deviam querer!

Eu confesso que comprei o bilhete para o congresso ainda antes de haver programa, e por uma razão simples: o jornalismo está em crise - lamento, David Dinis, mas está - e nós temos que falar sobre o assunto. E temos que aproveitar estes espaços para ouvir, para aprender, para discutir, para conseguir ter novas ideias.

Ora, aqui é que me parece que isto falhou: tirando dois ou três painéis verdadeiramente interessantes, não era possível ouvir pessoas novas. Ou ideias novas. Ou sequer pessoas que nos fizessem aprender. Houve debates sobre o estado do jornalismo que serviram, basicamente, para achincalhar jornais e jornalistas desses mesmos jornais.E o achincalhanço foi feito por jornalistas do jornal do lado - era bom que parasse de haver esta ideia de que há jornais e jornalistas de primeira e de segunda, para início de conversa.

Houve debates sobre salários e precariedade entre os patrões, quando deviam ter sido entre os jornalistas. Houve painéis com diretores que se dizer “estar diretores” e não “ser diretores” mas que “estão” diretores há anos - a dança das cadeiras existe mas é absolutamente horizontal. E isso devia fazer-nos pensar.

Houve painéis em que praticamente não houve direito a perguntas. Houve faltas de respeito inimagináveis por convidados - repito, CONVIDADOS - que esperaram mais de duas horas para falar porque houve momentos que se tranformaram em batalhas campais com travo de manifestações sindicais. Houve, basicamente, mais do mesmo: uma facção que diz que o jornalismo não está em crise; outra que diz que o jornalismo está em crise. E no final de tudo, houve um sentimento geral de frustração porque de um congresso de onde se esperava muita coisa saiu muito pouco. 

Isto leva-me a pensar em várias coisas - muitas delas já pensadas por tanta gente que passou pelo São Jorge há quase duas semanas - e a mais preocupante é a que faz adivinhar que não há soluções quando não há empenho. Se não, vejamos:

  1. Dos cerca de 7 mil jornalistas existentes em Portugal, houve apenas 700 que se inscreveram. Lamento imenso, mas o facto de as inscrições terem fechado no primeiro dia não é desculpa para tudo: a percentagem de interesse é ridícula;
  2. Desses 700, muitos não apareceram de todo. É obvio que os outros não foram sempre porque, lá está, vida de jornalista é lixada portanto só deu para ir a algumas sessões. Mas não aparecer..bom, enfim.
  3. As maiores críticas que fui vendo ao congresso vinham precisamente de pessoas que não tinham ido ao congresso. Grande parte delas porque se achavam boas demais para o evento. Ora, eu sempre aprendi que quem quer soluções para problemas que lhe tocam, tem que se envolver nas coisas. Ficar de fora a mandar postas de pescada é muito bom mas…pois, não resolve coisa alguma - é assim como a malta que não vai votar e depois quer discutir política, estão a ver?
  4. Os jornalistas não são amigos uns dos outros. Não pensam em conjunto para soluções conjuntas; não querem saber do colega do lado, do jornal do lado, do projeto do lado. Para além de grave e de potenciador de problemas, é triste;
  5. A malta continua com algumas ideias feitas que são um bocado graves: uma delas é o facto de que os jornalistas ganham mal porque os projectos editoriais não dão dinheiro. É que já toda a gente disse e repetiu - em Portugal e no resto do mundo - que os jornais não dão dinheiro. É só ver as contas das publicações e perceber que lucro não é coisa que venha com um jornal. Por alguma coisa eles sempre foram detidos por grupos económicos com outras actividades mas com interesse em ter poder na sociedade - lembram-se daquela coisa do 4.º poder e assim? Pois. No alarm and no surprises, right? Assim sendo, a malta ganha mal também porque acha que não tem que ganhar bem. Tudo bem que o jornalismo é uma vocação - também acho - e que vai ser sempre uma profissão com contornos eventualmente complexos. Mas as vocações não têm que ser mal pagas - se não, só tínhamos médicos a ganhar miseravelmente, por exemplo. Aceitar salários baixos é meio caminho andado para que o ciclo não se quebre. Portanto não me venham com m*rd*s de que  “antes ganhar mal do que estar desempregado” porque é precisamente esta forma de estar que nos tem levado onde estamos. E isso leva-me ao ponto seguinte:
  6. Foram votadas resoluções como ‘aumentar a literacia mediática’ dos portugueses, bla bla whiskas saquetas. Mas não foi votado, por exemplo, que nenhum jornalista devia aceitar um salário mínimo, pois não? Pois.
  7. Os jornalistas não têm que descobrir a pólvora nem o modelo de negócio que funciona. Porque isso não é trabalho deles. É trabalho dos donos dos jornais. Os jornalistas têm que se preocupar em fazer um trabalho bem feito: em exigir tempo e dinheiro para não serem secretários que basicamente copiam comunciados de imprensa para sites porque “o que importa são os cliques”. Ouvindo aquilo que vários diretores disseram no Congresso, os trabalhos grandes e bem feitos têm muitos leitores. Se assim é, por que raio insistimos em fazer listas de viagens e em peças sobre que marca de roupa usa a filha do Jogn Legend (a sério?).
  8. Os jornalistas têm que trabalhar o seu amor próprio. Isso implica saber quando não se pode aceitar mais exigências editoriais que não façam sentido - como acumular cargos de responsabilidade sem um aumento salarial ou trabalhar 15 horas por dia porque “a redação está curta”.

Tenho a firme convicção de que se todos remarmos para o mesmo lado, as coisas continuarão difíceis, mas deixarão de parecer impossíveis. Mas para isso precisamos, urgentemente, de olhar para nós e de percebermos que temos, todos, um papel a desempenhar na mudança que se adivinha. Porque que a mudança vai existir, isso é certo. Agora resta-nos decidir se queremos fazer parte dela ou se queremos ficar a lamentar-nos, no final.


Dito isto, espero sinceramente que daqui a dois anos possa haver um novo congresso. Até gostava de fazer parte da sua organização - e sim, já fiz saber isto a quem de direito. É que acho realmente que a mudança começa de dentro. E se nós continuarmos a achar que só lá fora é que se faz bem, temo que  acabemos todos a jogar as regras de um jogo que não conhecemos. Porque não quisemos conhecer.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

It's all about family...

Os amigos são a família que escolhemos. Os amigos são quem nos diz sempre a verdade, mesmo que doa. São eles que nos amparam as quedas, secam as lágrimas e partilham os sorrisos. Escolhemos os amigos para apadrinhar o casamento e os nossos filhos. Os amigos são o nosso porto-seguro, ao qual podemos recorrer sempre que sentimos que precisamos. E nós? de que forma lhes respondemos?

Ainda no outro dia, numa tertúlia com amigas, surgia esta questão: quantas vezes, em caso de necessidade, recuamos para uma certa vivência salazarista (Deus, Pátria, Família) ao invés de darmos atenção ao nosso próximo? E se não o fazemos com os nossos amigos, como o faremos com aqueles que nos não são nada? Porque a verdade é que é esse o grande desafio que nos é apresentado, sobretudo atualmente: ama o próximo como a ti mesmo. 

Quantas vezes não usamos os amigos para tudo aquilo que enunciei acima mas, no caso de termos que tomar uma decisão, escolhemos invariavelmente a família, mesmo que com ela nos não identifiquemos? Desculpem se vos choco com o que vou dizer a seguir, mas a verdade é que não acho que os laços de sangue nos obriguem a identificarmo-nos com alguém. 

Acho que os laços de sangue nos devem obrigar a cuidar das pessoas que são da nossa família, mas eles não são passaporte para passarem para o início da fila só porque "são família". Não vale tudo, porque somos família. Ou como diz a minha querida amiga-irmã: a família é necessária para exercitar o amor e o perdão. Constantemente. Mas cabe-nos saber quem são as pessoas, família ou não, que precisam de nós, que fazem de nós pessoas melhores, que cuidam, que estão.

A família, como os Amigos - a caixa alta foi proposital - tem que regar uma relação de igual forma. Não basta dizer que é pai, mãe, irmão, primo, sobrinho e tudo fica explicado. "Acima de tudo está a família". E nessa não entra a que escolhemos? Ou só o dizemos para ficar bem na fotografia?

Vamos a exemplos práticos: quantas pessoas têm, na vossa vida, que considerem realmente vossas Amigas? Quantas vezes falam com essas pessoas ou estão com elas? E das vezes em que estão com elas, quantas vezes isso acontece porque algum de vós fez uma opção entre amigos e família? Quantas vezes faltamos ao almoço semanal de Domingo com a família para estar com amigos? Ou o lanche de sábado? Quantas vezes optamos pelos outros, pelos que "não nos são nada" [e se eu odeio esta expressão]? 

Se os amigos são a família que escolhemos, eles devem fazer parte dessa nossa vida preenchida, não sendo apenas presença das horas vagas. Apesar de muita gente defender que "a família deve estar sempre primeiro", eu acredito que deve estar primeiro quem faz de nós pessoas melhores. Quem está, sempre. E é importante perceber se essas pessoas são as mesmas que partilham connosco laços de sangue :)


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O melhor do mundo? Sim, mas não é logo...

Os filhos são o melhor do mundo, dizem. Compensa tudo, dizem. A maternidade é um dom que deve ser vivido com a maior das alegrias, sem direito a queixumes porque - lá está - é a melhor coisa do mundo.

E até que é. Mas não é logo.

Eu sei que não sei nada do que é ser mãe. Aliás, deixem-me divagar um pouco sobre isto, que é algo que me faz rir imenso. Antes de eu ser mãe não sabia, naturalmente, nada sobre a maternidade. Era indiferente se convivia com sobrinhos, amigos, enfim, porque, no limite, não era mãe. E quando fosse é que eu "ia ver".

Entretanto fui mãe. Mas continuo sem saber coisa alguma sobre a maternidade, porque "mães cujos filhos só têm meses, ainda, não venham com teorias que não sabem nada". Lá está. Na verdade, já somos mães mas ainda não o tempo suficiente para sabermos algo sobre o assunto. Muito bem. Depois acresce outro problema. "Vocês não sabem o que é ter filha", dizem. Porque a miúda até se porta bem. Consta que é um bebé fácil. "Sorte, é o que vocês tiveram". Naturalmente. Porque nós, na verdade, não sabemos nada sobre maternidade ou paternidade, nem filhos. E porque o facto de ela ser como é também tem zero a ver connosco. Somos pais, mas ainda não somos pais há tempo suficiente. Nem com desafios suficientes para termos esse selo. Deve ser uma cena tipo: só pode botar faladura quem tiver pequenos demónios em casa. Certo.

Mas vou voltar ao assunto do início do texto: os filhos são o melhor do mundo. Que são! Mas não é desde o momento zero. Desculpem, mas não é. Lembro-me que depois de a miúda nascer - e por depois entenda-se, umas horas - as pessoas chegavam e diziam: "Foi difícil? Ah, está bem. Mas é o melhor do mundo, não é?". E eu sorria. Porque na verdade, não era. Era algo muito bom, que eu nem sabia bem descrever, mas não...garantidamente não era o melhor do mundo.

Nos dias seguintes, entre pontos e subida do leite, as pessoas continuavam: "Ah, mas é o melhor do mundo, não é?". E eu continuava a sorrir, em silêncio. Porque continuava a não ser. Eu só tinha dores,  queria chorar, sentia-me miserável (faz parte!) e NÃO, não era o melhor do mundo. Durante vários dias senti-me a pior mãe do universo. Achei que não devia ter sido mãe. Não percebia por que raio toda a gente me dizia que a maternidade era o melhor do mundo e eu só queria chorar, só queria que as dores passassem, que ela deixasse de mamar, que deixasse de chorar, que nos deixasse dormir. Desconfio de que houve dias em que até pensei que bom, bom, era ela voltar para dentro da minha barriga.

Senti, durante vários dias, que não devia ter tido a graça de ser mãe. Porque para mim ela não era o melhor do mundo e toda a gente me dizia que era.

Até que de repente, ela se tornou no melhor do mundo. Quando passou o pior e consegui olhar para a minha filha sem sentir dores, infecções e demais vicissitudes desta coisa da maternidade que tem tanto de bonito quanto de feio, a minha filha era e é o melhor do mundo. Mas isso levou tempo.  Não foram meses, mas foi tempo. O meu tempo.

Se calhar toda a gente levou tempo e depois esqueceu-se disso. Diz-se que nós esquecemos de tudo o que passamos no primeiro ano em que temos um bebé. Se calhar eu vou esquecer-me de que no início de tudo ela não era o melhor do mundo. Mas fiz uma promessa enquanto isso estava presente na minha cabeça: nunca diria a nenhuma recém-mãe que o filho dela era o melhor do mundo até passar o primeiro mês. Pelo menos.

Porque quando se tem costuras que infectam, mastites, sonos trocados, hormonas, receios, o mundo pode ficar muito negro. E não precisamos de nos sentir ainda pior por não conseguirmos olhar e ver "o melhor do mundo" logo. Porque às vezes precisamos também que cuidem de nós. Que somos mães. Que também somos o melhor do mundo, embora disso ninguém queira saber.

Eu sei que estou a escrever isto tudo porque ainda não sei nada sobre a maternidade. Mas achei que alguém tinha que o dizer. Os vossos filhos são o melhor do mundo. Mas se não sentirem isso na primeira semana, sintam-se acompanhadas. Porque há pelo menos mais um 'monstro' que pensa como vós!




quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

2017, please be good

O ano de 2016 foi do demónio - tirando o nascimento da miúda, que consegue, em grande medida, fazer tudo valer a pena. Podia começar a enumerar tudo o que não correu bem, mas seria penoso, desnecessário e acima de tudo muito trabalhoso.

Ainda assim, acabou da melhor forma, com quem importa, e na certeza de que os nossos problemas são ridículos olhando para o grande esquema das coisas.

Resta, portanto, pedir a 2017 que seja bom para nós. Que saibamos escolher as batalhas certas. Que saibamos manter por perto quem realmente importa. Que saibamos escolher o amor. Que saibamos continuar a sorrir mesmo quando precisámos de chorar. Que saibamos dar mais, dar-nos mais. Que saibamos ser bons.

"Se não nós, quem. Se não agora, quando?"

Happy 2017, you all!
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