quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Não!!

Quando ele te bate não é porque se descontrolou e gosta de ti. É porque é mesquinho e cobarde e não gosta de si próprio. Nem de ti.

Quando ele chega a casa, te vê a braços com as arrumações, os jantares e o bebé e se senta no sofá, ele não gosta de ti. Cansaço nenhum no mundo justifica o 'careless', a indiferença ou a falta de noção que é não estar, de imediato a ajudar.

Quando ele critica o teu trabalho, ainda que não conheça ou domine o teu mundo, não são críticas construtivas: muitas vezes são apenas frustrações de não conseguir ser melhor.

Quando ele te ofende em frente às tuas amigas, ele não está a ser 'vriril'. Está somente a ser idiota. E cobarde, porque sabe que te fragiliza frente a elas.

Quando ele faz um escândalo porque sais com os teus amigos, porque tens jantares sem ele ou uma vida (!!!) que não o coloca no programa a toda a hora, não está a mostrar que gosta de ti. Está a mostrar que quer ser teu dono, que te tem como propriedade, que não confia e, muitas vezes, que ele sim, tem algo a esconder.

Quando ele não te coloca no topo da pirâmide das suas prioridades - e isso não significa fazer tudo contigo mas sim ter todo o cuidado do mundo para não te magoar - isso significa que não sabe gostar, e não que está a dar o se melhor.


O amor não quer possuir, quer dar. Não quer ser egoísta, não quer ter medos, não é invejoso. É sofredor, mas é benigno. Não é interesseiro, não se irrita e não suspeita.

Já dizia São Paulo, o amor "tudo crê, tudo espera, tudo suporta"...

[escrevi este texto em 2011. Continua a ser tudo verdade. Continua a ser preciso escrevê-lo]

terça-feira, 15 de setembro de 2015

"Venham mais cinco..."

Uma das coisas mais giras que o meu trabalho me permite é sair, várias vezes, da minha secretária para viver o mundo que nos rodeia. Este final de semana andei a passear pelo Douro, um dos lugares mais bonitos de Portugal. Com pessoas tão mas tão divertidas, que quando cheguei a casa ainda me doíam os maxilares de tanto rir.

É, realmente, um privilégio conhecer pessoas que valem tanto. Que me fazem sorrir, que têm histórias para contar ou que vão à procura delas. Com quem estamos tranquilamente a beber um copo de vinho ou logo a seguir a fingir que sabemos vindimar. Esta foi só mais uma viagem das boas, em que voltamos de caderno e coração cheios. Este ano a vida trouxe-me pessoas muito muito especiais numa destas incursões pelo mundo lá fora. Que venham mais. Pessoas boas. Das que ficam.

Douro, Set 2015

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Regressar.

Durante as férias - e até mesmo durante os dias que as antecederam - tive mil ideias sobre assuntos dos quais queria falar no blogue. Mas a disposição, a vida, vai-se escoando e revolvendo e surpreendendo e de repente eu, que tenho sempre tanto para dizer e por norma mais ainda para escrever, não tenho coisa alguma.

Por isso, no dia em que voltei ao trabalho, só tenho mesmo a surpresa do regresso - que desta vez tem tanta coisa de diferente que isso terá que ficar para outro dia. O meu querido marido, que tanto gosta de mimo, hoje apanhou-me desprevenida e brindou-me com um ramo de flores pouco depois de me ter sentado à secretária. Com o cartão mais lindo de sempre. E é assim que nos vamos apaixonando e reapaixonando. 

Nunca tive a mesa tão bonita.

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