domingo, 29 de junho de 2014

Believing!

"Quem arrisca, o Senhor não o desilude; e, quando alguém dá um pequeno passo em direcção a Jesus, descobre que Ele já aguardava de braços abertos a sua chegada."

[Se o Papa diz, nós (re)acreditamos com toda a força :)]

Gratitude

Eu sou bruta. Às vezes sem me aperceber, outras apercebendo-me sem conseguir controlar, eu sou uma pessoa bruta, por natureza. Que não consegue baixar as defesas, tantas vezes, e que ataca mais vezes do que devia.

Estou melhor, ainda assim. É um trabalho contínuo, diário, de respirar fundo, de tentar ter serenidade e de, sobretudo, conseguir calar antes de pensar no que dizer - falar antes de pensar é um dos problemas com que me debato todos dias.

Ser bruta, porém, permite-me também enfrentar a vida de forma diferente. Não quer o dizer que sofra menos com os embates - we don't - mas creio apenas que lhes crio uma resistência diferente. E depois de uns quantos, a cabeça ergue-se novamente e seguimos caminho. "Porque é assim". Sem gastarmos tempo em lamentos ou em arranjar explicações diversas. E não digo que isto é bom. Digo que é diferente - às vezes é bom porque nos faz ser mais efectivos. Muitas vezes é mau porque ser assim afasta as pessoas e obriga-nos a fazer parte do caminho - a parte que a isso obriga, muitas vezes - on our own. E não faz mal. Porque deixarmos de ser assim, de defesas sempre em cima, cepticismo no coração e desconfiança no olhar é também parte de um processo pessoal que leva o seu tempo. E que felizmente conta com a ajuda dos que nos são queridos - e não se afastam de nós mesmo quando atiramos pedras sem razão aparente, tentando apenas que entendamos por que o fazemos e que o corrijamos.

Eu sei que afasto pessoas. E sei também a gratidão que nunca deixarei de ter por aquelas que não se afastam. Que me ajudam todos os dias neste caminho. Que ficam porque, afinal, por baixo desta capa tonta de pessoa que se quer afirmar de uma forma ou de outra, encontram algo que lhes faz sentido. E isso enche o meu coração de alegria e de gratidão. E faz-me tanto e ainda mais querer ser melhor....

Esta noite sonhei com grande parte dos meus amigos. Não sei a razão - tenho umas desconfianças - mas todos eles, os que ficaram, alguns do que se afastaram mas que eu gostaria tanto de ter perto me apareceram num sonho de um sono agitado.

Por isso, hoje, a minha gratidão e os meus pedidos de Graças estão com eles. Por não deixarem de acreditar. E por me fazerem uma pessoa melhor.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

P'rá frente é que é o caminho

Fazer o nosso caminho. Sem pausas. Sem arrependimentos. Com a falta de certezas inerentes a um caminho que se quer maravilhoso. Fazer o nosso caminho sempre sempre. E no final - ou a meio - alegrar-mo-nos com a sensação de a dificuldade ser proporcional à alegria que sentimos por saber que estamos a seguir o caminho certo!

© 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Bate os pés no chão, moçada

A alegria, o contentamento, o entusiasmo não são quantificáveis. Nem tão pouco se consegue explicar quanto uma coisa nos entusiasma e porquê. Mas eu, sempre que estou contente, alegre ou simplesmente entusiasmada (bom, a verdade é que estas coisas costumam ser coincidentes) só consigo trautear esta música. Não me perguntem porquê. Mas que mexe comigo e me deixa ainda mais contente, lá isso deixa! Há anos. Há mesmo muitos anos.


Eu acredito. Todos os dias.

Todos os dias, sem falhar - a menos por razões de elevada importância - faço aquele caminho com uma pequenina expectativa no coração. Apesar de a grande maioria das pessoa já não ligar nenhuma a este ritual, para mim continua a ser imprescindível.

Claro que há formas mais rápidas e eficazes de comunicar. Mas não há email ou mensagem ou telefonema que substitua o correio físico. Não há missiva que aqueça o coração como as que ainda chegam dentro de um envelope, destinatário escrito à mão, a letra do remetente a roubar espaço ao papel que dobrado nos traz as boas novas.

Ir todos os dias à caixa do correio é acreditar que ainda há quem goste de escrever e de ler cartas a sério. Postais a sério - quão boa é a sensação de abrir a caixa de correio e encontrar um postal de outro lugar qualquer assinado por alguém que nos é querido?

Podemos chorar em cima de uma carta, levá-la connosco para a cama, guarda-la num lugar especial. Fazemos isso com um email?...
E podemos!, acima de tudo, ser surpreendidos todos os dias, quando abrimos aquela caixa de correio e no meio das inevitáveis contas encontramos algo que nos aquece o coração.

Porque tudo isto se está a perder, temos feito o nosso sobrinho ganhar o hábito deste ritual: sempre que os tios estão fora é muito provável que ele precise de ver o correio todos os dias. Há sempre um postal da cidade/país onde estamos que segue direto para casa dele.

Gostava que ele crescesse na certeza de que ainda há surpresas. De que nem tudo se resume a computadores e telefones. Gostava que ele soubesse que há quem gaste tempo a escolher o melhor postal, a escrevê-lo e a envia-lo com o maior dos carinhos. Gostava que ele guardasse tudo numa caixa que não pode ser apagada por um vírus ou pelo simples esquecimento.

E gostava, agora, que ja fosse noite para poder ir para casa a correr ver se há correio. [geralmente não há. Mas enquanto acreditar tudo é possível. Verdade?]

terça-feira, 24 de junho de 2014

Fica a dica #2



Esqueçam as promoções dos grandes supermercados. Esqueçam os legumes embalados, a salada já preparada, a fruta já cortada ou embalada em pacotes lindinhos. Comprar legumes na mercearia do [meu] bairro, para além de ser uma actividade muito relaxante ao final do dia - um espaço pequeno, com poucas pessoas, praticamente todas idosas e que portanto já não correm contra o tempo, apressadas, stressadas - faz muito bem à carteira. Nessa imagem ainda falta o pão e os dois litros de leite do dia que comprei. A conta? 5€. Isso. Cinco euros. 


E legumes e fruta com sabor. E que duram mais do que dois dias antes de começarem a apodrecer. De há uns tempos para cá nesta casa só entram os legumes das mercearias do Sr. António ou da Susana. E é tão bom.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

No final, o que fica?

Arrumar tudo. Em gavetas maiores ou mais pequeninas, saber o lugar certo de cada coisa. Ter guardada a 'gaveta das trapalhadas' para tudo aquilo que ainda não classificámos devidamente, mas que sabemos que tem um lugar na nossa vida.

Praticar o desprendimento, levando connosco apenas as coisas que são realmente importantes. Que fazem bem. Que nos fazem sorrir. Saber levantar sempre a cabeça mesmo quando a vida teima em querer-nos mostrar que o caminho é mais sinuoso do que aquilo para o que estávamos preparados. Pegar nas rédeas da nossa vida - nunca, nunca, nunca deixar que outros o façam por nós - e ainda que tenhamos dúvidas, seguir em frente.

Ontem, ainda sobre este tema, li este texto, onde reli esta frase vezes e vezes sem conta, conseguindo colocar esta oração na boca e na cabeça de um monte de pessoas que estão à minha volta.

Trabalhava para ganhar dinheiro, acumulava dinheiro no banco porque não tinha tempo para o gastar, trabalhava em média 14 horas por dia. [...] Devolvia as chamadas dos amigos ao final do dia, quando não me esquecia, porque não misturava vida pessoal com trabalho nem atendia chamadas pessoais durante o horário de expediente.O casamento chegara ao fim, não tinha tempo para nada, nem para mim. O meu avô morreu e eu não tinha razões para ter vida própria, acabara de morrer também. (Sobre)vivia para a empresa.

Em que tipo de pessoas nos transformamos quando deixamos que outros decidam por nós? Que tipo de mundo é este em que vivemos que achamos que o normal é mesmo entregar a vida a outros, sem lembrar de que o que vivemos é nosso, só nosso. Que o que fica não é o dinheiro, não são as horas infindáveis de trabalho - necessário mas não podendo ser o elemento primordial da nossa vida - mas sim o que fazemos, quem amamos, de quem cuidamos, o que vivemos. Viver. Respirar. Ter a coragem de o perceber, de o assumir e, acima de tudo, ter a coragem de viver.


quinta-feira, 19 de junho de 2014

"Não terei filhos!"



Ontem, quando vi a notícia, petrifiquei. Depois li novamente. Depois fiquei chocada, irritada e apetecia-me bater em pessoas. Depois comecei a ler as várias opiniões que começaram a correr as redes sociais e fiquei enojada. Verdadeiramente.

Eis o que me choca: num país que se diz de primeiro mundo, descobrir que é prática em alguns lugares assinar um contrato que diz que “nos próximos cinco anos não vou engravidar” como se fosse natural. Pior, haver quem ache que isso é natural, mesmo fora desse esquema. Como é que se pode achar natural que seja a entidade patronal a decidir algo tão pessoal quanto ter um filho?

Como se pode achar natural e “melhor do que depois tratar mal a pessoa porque engravidou” que alguém que não os pais da criança decidam quando ela nasce ou não? E escrevam isso e obriguem as mulheres – os pais não são obrigados, verdade – a assinar um contrato que é absolutamente ilegal por uma questão pura e simplesmente material?

Como é que o mesmo país que defende que “o corpo é das mulheres e elas devem poder decidir se querem abortar” acha natural que essa mesma mulher, afinal, não possa decidir quando quer ter filhos? Como é que deixamos que isto aconteça em pleno século XXI alegando que “as empresas devem saber com o que contam”? Como é que nos sujeitamos a ficar sem País daqui a 50 anos porque os interesses económicos definem tudo, inclusivamente a nossa vida pessoal e familiar?

E o que acontece nestes casos se, por acaso, a mulher [idiota] que assinou o contrato engravidar por acidente? Qual é o procedimento? É despedida por justa causa? Tem que abortar? Como é?

Que país é este? Que pessoas somos nós que somos coniventes com estas coisas? Que sociedade é esta em que vivemos? Que mundo é este que nos obriga a escolher entre uma carreira e a maternidade como se não fossem possíveis de coexistir – olhem para os nórdicos, pessoas, e aprendam!

Isto é muito sério e preocupa-me. Verdadeiramente. E preocupa-me mais ainda que haja pessoas alegadamente inteligentes, bem formadas [e até de esquerda, só para ser mais irónico] que concordem com isto e façam discursos sobre como isto até “é menos mau”.

É tão preocupante. Tão triste. Tão asqueroso.

terça-feira, 17 de junho de 2014

Livre.

Ser livre. Romper amarras e ter em mente o que realmente importa. Deixar para trás os medos, os anseios e as dúvidas. Aplacá-las com a certeza de quem sabe que as tempestades passam e os fortes sobrevivem. Ser livre para sorrir, para amar, para dizer, para fazer. Ser livre. Lembrar-mo-nos todos os dias de quem somos, do que queremos, do que é feita a vida. A vida a sério, aquela que não nos oprime mas que nos deixa voar. Saber ouvir, saber esperar, saber pensar, saber.

Escolher sntre o que se quer e o que dá jeito. Escolher entre o que nos liberta em algumas vertentes mas no limita noutras tantas e o que nos liberta, verdadeiramente. Ser. Ser sempre. Cair. Levantar. Aprender com os erros e com as decisões menos felizes. Saber que todas as decisões e todas as coisas têm um tempo para acontecer, e nos fazem crescer e ser melhores ao longo da vida. E ter noção de que as coisas menos boas vão sempre acontecer. E que a nossa liberdade também passa por às vezes abdicarmos dela.

Manter a fé e os olhos postos no objectivo maior. Sempre. Ser. Sempre. Ser.

Fica a dica!


Só porque já começou o Verão e porque isto é o tipo de coisa que me incomoda!, aqui vai a dica do ano [2008, praí;)].

Se usarem peep toes e quiserem calçar meias, por favor, usem umas destas. Mesmo sem costura ou reforço nos dedos dos pés as meias vêem-se. E é feio. A sério. Encontram meiinhas destas à venda na Dim. Ou na Calzedonia.

[e agora voltamos ao modo blogue lamechas sobre coisas diversas. Bom dia e obrigada]

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Do silêncio.



Estar. Com as amigas, com os sorrisos, com tempo. Estar.
 Não andar a correr. Saborear cada pedacinho da vida, como se o tempo nos escorresse por entre os dedos - porque na verdade não saberemos, nunca, quanto mais tempo teremos. Ouvir, ver, cheirar, sentir. Fazer da vida uma graça, todos os dias, ao invés de uma correria infinda por entre coisas que tantas vezes nem nos fazem sentido.

Aprender a parar. A ouvir o nosso corpo, a nossa cabeça. Não ter medo do silêncio - é nele que descobrimos as coisas mais importantes. Sobre nós. Sobre o mundo. Chegar a casa, sentar no sofá, desligar o telefone, ouvir o silêncio. Ouvir música clássica ou nada. Saborear um copo de vinho, um refresco, ou nada. Estar, somente. "Deixámos de conjugar o verbo estar", dizia alguém no outro dia. Verdade. Agora os verbos são "ir, fazer, ter". Deixámos de saber estar, em silêncio até, uns com os outros. Deixamos, aos poucos de ouvir os outros, de ouvir o mundo, porque fazemos demasiado barulho. Deixamos de nos ouvir porque morremos de medo do que posamos vir a saber de nós nesse silêncio que tanta falta nos faz.

Saber dizer não. Saber dizer sim. Reaprender a conjugar o verbo estar. Sentir com todos os sentidos. Chorar. Sentir. Ser. Estar.

domingo, 15 de junho de 2014

Das certezas #2

Os que semeiam em lágrimas colherão com alegria. (Sl 126:5) Portanto, irmãos, sejam pacientes até a vinda do Senhor. Vejam como o agricultor aguarda que a terra produza a preciosa colheita e como espera com paciência até virem as chuvas do outono e da primavera (Tiago 5.7).

Lembrar-me disto todos os dias é lembrar-me de que a vida é feita de esforço: ninguém chega ao cimo da montanha, ninguém atravessa o mar, ninguém chega ao final do caminho sem cansaço, sem obstáculos, sem desesperança. Mas chega quem tenta. E quem acredita.

D-Day

A pessoa que eu conheço que mais sente a História do dia D. é a Jess. Com ela, no seu blogue, sobretudo, aprendi imensas coisas que não vêm nos nossos manuais escolares. A paixão, o sentimento de gratidão, de admiração que ela tem - e que todos devíamos ter, a bem da verdade - por esse pedaço de História fazem-me lembrar dela assim que alguém diz as palavas "Normandia" ou "Dia-D".

No dia 6 de Junho - há cerca de duas semanas, portanto - celebrámos os 50 anos do desembarque da Normandia. Foi fraca a cobertura que os media fizeram em Portugal - na minha opinião - e é fraco o conhecimento que a maior parte das pessoas tem sobre o tema.

No entanto, o Rui Massena teve um gesto, uma ideia, uma inspiração brilhantes: o single D-Day é das composições mais bonitas que já ouvi - só o consegui fazer agora, porque para se ouvir isto precisamos de alguma disponibilidade de espírito.

E como acredito realmente que a música nos faz sentir coisas que sem ela nem saberíamos que existem, partilho convosco o single que está, inevitavelmente, em loop no meu telefone from now on. Se não sentem nada a ´recordar a História do dia D, talvez o sintam quando ouvirem esta composição.




[Jess, por favor, ouve também. Acho que vai fazer-te sentido!! :)]

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Trash the dress #2

São mais de 150. São todas lindas. Estas mostram o tom da tarde que nos vai ficar para sempre gravada na memória - mais que não seja porque não deveremos voltar a caber nas fatiotas!

© 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

© 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

© 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

© 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

© 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

© 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

Hair: Nuno de Oliveira Dress: A melhor-costureira -ever Make up: Inês Bacelar Begonha

domingo, 8 de junho de 2014

Do sol. Do sal.

O sal. A areia. A pele curtida do sol e do calor. Este frio das noites que ainda não são de Verão e que arrefecem o corpo e confortam a alma. O mar. Os cheiros, os sabores e as cores do tempo quente. Do Verão que teima em chegar. As pessoas. As de sempre e as novas.

O armário que se abre para nos dar as roupas de praia guardadas ha tanto tempo. A casa que vai retomando o cheiro da agitação veranil, aos poucos.

A certeza.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Hello Times!


© 2013 Still Photogtaphy. All Rights Reserved.



"It's time to say goodbye, but I think goodbyes are sad and I'd much rather say hello. Hello to a new adventure."

Ernie Harwell

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Trash the dress #1

Foi tão mas tão divertido. E agora é tão mas tão engraçado olhar para tudo. Esta é só uma. As outras ainda estão em digestão emocional! Foi maravilhoso!

© 2014 Still Photogtaphy. All Rights Reserved.



Hair: Nuno de Oliveira
Dress: A melhor-costureira-ever
Make up: Inês Bacelar Begonha

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Surprise, surprise!

(Re)confirmas que tens o melhor marido do mundo quando um dos padrinhos te aparece em casa - porque ele lhe enviou uma mensagem do outro lado do Atlântico - para te ajudar a colocar tudo no sítio na tua sala que foi acabada de pintar.  A sala que ecoa, que tem tudo fora do sítio, que te mexe com os nervos pela desarrumação.

Cortinados, móveis, carpetes, livros..tu e o teu pé [ainda] magoado quase choram de emoção porque de repente tudo apareceu no sítio, como se fosse por milagre. E de repente o teu serão é feliz, sem dores, com saudades, mas com a certeza de que não podias ter escolhido melhor. Nem o marido, nem os padrinhos [este padrinho é dele, é certo, mas eu cá já me apropriei do moço!].

E agora, que já não tenho nada que fazer, vou ali comer e ver uma série, sim?


O RIR chamou-me mentirosa. Precious.

No dia 25 de Maio, primeiro dia do RIR fiz uma reclamação à Better World porque, entre outras coisas, não me foi possível falar com um responsável para eclarecer o facto de as casas de banho estarem um nojo. A Better World acaba de me chamar mentirosa porque "não foi apurada internamente qualquer referência" ao meu pedido. E externamente? Foi? É que eu falei assim com pelo menos umas cinco pessoas de que me lembro. 

Não sei se ria se me aborreça a sério...

"Quanto à situação alegada por V. Exa. de não ter sido possível falar com um responsável, informamos que os responsáveis da BETTER WORLD sempre diligenciam no sentido de serem prestados todos os esclarecimentos e informações ao público do Evento, não tendo sido apurada internamente qualquer referência a esta situação."

 Que vergonha de organização.  Que nojo.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Frente e Verso | Vísceras



Frente | A Lénia odeia tudo o que sejam vísceras...
 
Iscas. Fígados. Mioleiras. Corações. Tripas. Esqueçam. Só a ideia de pôr estas coisas à boca é bilhete directo para uma má disposição. Odeio. Das vezes em que, numa canja, calhou não dar conta de um pedaço de fígado e finquei o dente naquilo, dei por mim a contorcer-me. Aquilo enrola-se-me na boca até ao vómito. Não consigo mesmo. E não percebo como é que há quem babe por estas coisas. A sério. Ultrapassa-me.

Dobrada. Imaginar o sabor daquilo, coadjuvado pelo sabor dos feijões (outra coisa que só consigo comer muito bem disfarçada e/ou triturada) é um castigo duro de cumprir. E nem tenho razões para isto. Em casa dos meus pais sempre houve feijoadas e vísceras a rodos. Dobrada nem tanto que é a única comida de que a minha mãe não gosta, mas feijoadas? Favas? Muitas, muitas vezes. E eu tentei. juro que sim. Só que não dá mesmo. E tem tudo a ver com a consistência da coisa: aquilo desfaz-se e enrola-se em pasta. Cola-se ao céu da boca. Blarghhhh!!

Agora, e porque eu sou uma miúda de contradições, fiquem sabendo que adoro almoçar a ver o Hannibal, sabem? Aquela série em que um serial killer canibal passa o tempo a matar pessoas e a cozinhá-las, para as comer a seguir? Aquilo é tudo muito visual e há ali muitas vísceras em vinha d'alhos. Isso nada contra. Agora eu comer coisas que se pareçam com fígados... não mesmo!!


Da vida.

"Fizeste bem".

Se esta frase carregar em si todas as boas energias com que ela é dita, e se elas se multiplicarem pelo número de pessoas que ma disse, vai tudo correr melhor do que eu posso agora imaginar. Vai correr lindamente. Tem que correr lindamente.

[é isso ou tenho os melhores-amigos-mais-mentirosos-do-mundo.

domingo, 1 de junho de 2014

da Alegria. e da Gratidão.

1992 / 2013 / 2014
A minha vida é e sempre foi guiada, muito particularmente, pela fé. Com momentos de altos e baixos - como acontece em todas as relações - eu e Ele sempre fomos amigos. Daqueles a sério. Só que como a relação é desequilibrada, que eu sou sempre o elo mais fraco, sempre sofri com ela. Até aprender que o segredo é entregar. Entregar sempre, porque às vezes acontecem coisas que não entendemos na altura, mas que uns tempos depois - às vezes anos - fazem todo o sentido.

Eu acredito, verdadeiramente, que Deus sabe e conhece todo o meu plano de vida. Sei que ele já definiu as curvas do caminho, sabe em que cruzamentos vou hesitar mais e aposto que até já se ri do final que me vai dar, porque só Ele o conhece. Mas para agora pensar nisto assim, serena, tranquila e com um sorriso - e tantas lágrimas, às vezes - foi preciso crescer neste caminho. Que o caminho - este - é uma experiência pessoal mas não abdica de guias. No meu caso, tive vários. Mas hoje o dia é de um só. O meu guia maior. A minha referência de serenidade, sabedoria, liberdade, paciência e amor. A pessoa que me viu crescer e que hoje recebeu mais um dom daqueles que o vai fazer ser pastor de muitos mais - o que me deixa absolutamente ciumenta mas estupidamente feliz.

Sou, possivelmente, a pessoa que mais refilou com ele ao longo destas mais de duas décadas (!!!) de convivência - que também lhe vejo as coisas menos boas. E falo delas... Sinto que sou uma privilegiada do caraças por poder ter tido tão grande exemplo na minha vida. E hoje emocionei-me imensas vezes, e ainda mais quando recebi o primeiro abraço episcopal.

Chamem-me beata, se quiserem. Mas claramente, parte do que sou hoje devo-o a esta pessoa. Que agora tem uma missão tão maior que eu estou aqui cheia de medo de lhe perder o rasto...e isso dói-me tanto que nem sabem.

*De qualquer forma é a alegria que permanece. Sempre. Mais do que o ciúme, mais do que o medo, a alegria é o que hoje me inunda. Verdadeiramente. Isso e um agradecimento que nunca mais acaba Àquele que nunca me abandona.

Das certezas*

"Alegrai-vos sempre no Senhor. [...] Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus". 

*e da esperança. 
Ocorreu um erro neste dispositivo