quarta-feira, 28 de maio de 2014

Dos amigos (again)

Já aqui falei dela e acho que vou continuar a falar. Assim seja, que significa que continuamos na vida uma da outra e isso, por si só, seria algo digno de celebração. Mas a verdade é que para além de ela pressentir que tem que me ligar porque tenho algo importante para contar, e para além de estar ao meu lado há mais de vinte anos, ela cuida de mim mesmo à distância.

Depois de uma monumental queda que dei ontem, em que queimei o peito do pé porque a alcatifa onde me espalhei era mais áspera que alcatrão, vim para casa com recomendações de deixar a ferida apanhar ar depois de a lavar. Problema: estava em carne viva e isso é chato, porque dói. Quando se toma banho também é chato porque arde. Quando se anda é chato porque as calças roçam na ferida e arde. "De certeza que é para deixar ao ar?" Toda a gente diz que sim, incluindo a farmacêutica, que só me deixou colocar uma gaze esterilizada porque eu lhe disse que não aguentava as calças sempre a magoarem-me.

Cheguei a casa, com dores, e retirei o penso que eu própria fiz durante a tarde. "Deixar ao ar", pensei. Mas a coisa não parava de doer e estava com pior aspeto. Tomei um banho a ver se era só cansaço e quando olhei já não era só uma ferida. Era uma ferida inchada e a infectar. Liguei para a única pessoa que não goza comigo por eu andar sempre com mazelas diversas. Feitas das formas mais parvas, claro. "Explica-me como está. De que cor? E onde é que é? E dói? E a textura?" Expliquei o melhor que pude e descobri que "devias ter isso tapado!! Tens que fazer um penso se não vai infectar mais". Errr..."Não tenho essas coisas em casa.." Ups. "O que é que tens? Ok, então vamos fazer com isso". E eu fiz. Com as melhores indicações via telefónica, o melhor que pude, com a certeza de que estava a ter a melhor enfermeira do mundo a cuidar de mim.

E agora estou aqui, a olhar para um pé que ainda dói e a pensar que tenho os melhores amigos do mundo. E uma sorte do caraças.

Thanks, Gorda. Que seria de mim sem ti? :)

terça-feira, 27 de maio de 2014

O RIR deu cocó. Literalmente. Cocó.

No Domingo fui ver Mr.Showman ao RiR. As minhas irmãs fizeram uma 'intervention' e lá fomos nós num programa fraternal como não acontecia há anos! Foi um mega concerto, fartámo-nos de dançar e de gritar e divertimo-nos à brava. Os problemas começaram no final do concerto. E vou escrever por pontos:

23h30 - Casas de Banho do recinto TODAS entupidas e SEM água. Havia, literalmente, cocós a boiar nas sanitas;

23h40 - Dirijo-me às informações e digo que preciso de uma solução: "Aaaaah, talvez nas do outro lado do recinto. Há pessoas a dizer que ainda há água..."

"Errrr..Eu não vou para o outro lado do recinto à procura de uma casa de banho que pode não funcionar.."
"Pois, então não sei..."
"Chame o responsável, por favor!"

Eles chamaram. E apareceu-me uma miúda de 20 anos, se tanto! Repeti a história e disse que queria uma casa de banho que pudesse usar. "Ah, não há mais.." Respirei fundo três vezes e disse: "Resolva-me o problema!". A miúda foi às instalações da produção, voltou e disse, com ar trinufante: "Olhe, pode usar ali as casas de banho da imprensa". Estranhei, mas segui-a. Até perceber que me estava a mandar para os mesmos WC onde eu tinha estado. "Não entro aí. Estão cocós a boiar na sanita". Ela olha para mim e diz: "Pois, eu sei, mas não há mesmo outras". "Não? Onde é que a senhora vai à casa de banho?" "Ah, vou à produção mas não a posso levar lá". Respirei fundo novamente. "Quero falar com a pessoa a quem responde, sff. Não é nada contra si, mas claramente não consguimos resolver isto".

Nesta altura era praticamente meia noite, eu tinha a bexiga a rebentar e começava a ficar muito irritada. E eis que a pequena surge novamente, a tremer da cabeça aos pés para me dizer que "nenhum dos responsáveis a pode receber. Estão todos em reunião". Juro que não entrei pela produção adentro porque tinha a bexiga demasiado cheia. Mas apeteceu-me bater-lhes. Ao invés disso pedi o livro de reclamações. Porque:

1. Acho inadmissível que um festival como o RIR tenha os WC entupidos as 23h30 do primeiro dia de espetáculo;

2. Acho inadmissível que a organização atire uma miúda de 20 anos para dar a cara em frente ao público;

3. Acho de uma arrogância tremenda não se darem ao trabalho, sequer, de inventar uma melhor desculpa para não terem vindo falar comigo. "Em reunião". A sério? Até eu peço para dizerem isso quando não quero atender um telefone.

4. Acho que ter um espetáculo cheio de voluntários que não sabem responder a perguntas simples como "há MB dentro do recinto?" demonstra bem a falta de respeito para com o público;

5. Percebo agora porque o RIR ainda não se expandiu para um país como os EUA*, onde numa situação destas teriam vindo três pessoas pedir-me desculpas, oferecer-me transporte para casa e obviamente, deixar-me usar a casa de banho deles.

Uma pena que o um espetáculo com 10 anos como este tenha tanta desconsideração pelas pessoas que o enchem. Uma pena que a organização dê entrevistas entre sorrisos e revelações de que tem pistas de atletismo para os Rolling Stones, mas se esconda na hora de dar a cara pelos problemas. Uma pena que um festival que se orgulha de ser o maior do País viva de voluntários, WC entupidas, miúdos com vontade de serem aceites e organizadores cobardes. Para além de incompetentes.

Uma pena.

Adenda:
*Acabei de saber que para o ano o RIR chega aos EUA. Pagava para ver se tratam os americanos da mesma forma! Por acaso tenho muita, muita curiosidade de saber como se vão portar! Pode ser que pelo menos aprendam algo para importar :)



sexta-feira, 23 de maio de 2014

Saber. Assumir. Ser.

Ter consciêcia de si. Saber. Aquilo de que se é e de que não se é capaz. Não usar falsas modéstias mas também não ser gabarolas. Ter confiança. Saber quando não se sabe. Os conselhos da minha mãe ecoam-me na cabeça todos os dias, e mais regularmente quanto mais cresço.

No início - da vida, das carreiras - precisamos de perceber o que sabemos fazer. Por uma questão de auto-estima, até. Saber que sou boa a escrever e péssima a fazer ginástica. Saber que não tenho o mínimo jeito para a jardinagem mas que posso ser uma pessoa muito organizada. Saber que reajo bem sob pressão e que odeio trabalhos sossegados e metódicos.

Depois, começar a perceber o que não sabemos, quando achamos que sabemos tudo. Saber que não atinjo um estado de concentração que me permita trabalhos de muito rigor. Saber que não sou capaz de fazer tarefas que exijam atenção constante durante um grande período de tempo. Saber que não sei falar francês para uma conversa superior a um pedido de café. Saber que não sei criar coisas. Saber que não sei fazer bolos. Ou decorar uma casa. Saber que não sei tecer só elogios e ser polida o suficiente para  isso.

Saber sempre aquilo que somos capazes de fazer e o que não somos. Não querer mais do que aquilo que podemos fazer - querer ser mais, querer saber mais, mas assumir que há coisas para as quais não temos capacidade. Assumir é também ter coragem. Saber dizer não é uma virtude.  E demonstra mais inteligência do que o querer fazer e ser e ter tudo. Por alguma razão nasceu o provérbio "quem tudo quer, tudo perde". E eu acredito nele. Mesmo.





quinta-feira, 22 de maio de 2014

Frente e Verso | Organização vs Caos



A Lénia é a personificação do caos

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Eu sou a personificação da desorganização. É assumido e contra factos não há argumentos. Sou o tipo de pessoa que acumula papelada em cima de papelada - mas sei sempre onde está aquele papelinho minúsculo de que preciso. Sou o tipo de pessoa que colecciona caixotes cheios de tralhas, não porque seja apegada às ditas tralhas, não porque ache que podem vir a fazer-me falta um dia, mas simplesmente porque não tenho pachorra para arrumar aquilo tudo. E vou juntando. Depois há um dia em que me dá uma fúria e deito os caixotes fora sem sequer os abrir...

Eu bem tento. Ele são apps no telemóvel, ele são esquemas de organização mas isto não é para mim. É contranatura. Eu não sou assim. Claro que, com tanto tentar, já melhorei nalguns aspectos, mas o meu fundo, a minha coluna vertebral será sempre o caos. 

Ter filhos ajudou. A partir do momento em que tens filhos, a margem para o improviso diminui consideravelmente e tens mesmo que te organizar. Viagens, por exemplo. Eu era aquela pessoa que dava uma volta pela casa e atirava para dentro de uma mala aquilo que achava que poderia dar-me jeito. Agora faço listas. Escrevo num papel tudo o que tenho que levar e vou riscando os itens à medida que faço as malas. Acabo por me esquecer de muito menos coisas e demoro metade do tempo a empacotar tudo.

O meu marido fica doente com a minha desorganização, ele que é um monumento à organização. Odeia. Já aprendeu a viver com estas idiossincrassias mas, se lhe perguntarem, dirá que esta é a característica que mais odeia em mim. E eu percebo-o, juro que sim. Mas é muito difícil contrariar a nossa natureza e, por muito que tentemos e nos eduquemos nesse sentido, há coisas que estão de tal maneira enraizadas que é quase impossível mudar. Mas eu tento, ok?

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terça-feira, 20 de maio de 2014

F and L wedding!

O Filipe avisou que ia casar e durante vários meses eu não pensei sobre isso, confesso. Ainda faltava imenso tempo, tinha mais do que oportunidades de pensar em organizar a coisa e portanto, fui atirando para trás das costas as escolhas do que vestir e afins. Quando faltavam dois meses para o grande dia lembrei-me: oh oh..ainda não pensei no que vou levar. E se quiser comprar algo, tenho que pensar nisso agora.

Felizmente o meu armário parece às vezes uma loja de roupa e decidi que não podia ser: desta vez era hora de reutilizar vestidos, sapatos e afins que também é por isso que apostamos em peças mais caras - e sempre se poupa dinheiro que é coisa que precisamos de começar a fazer. Para as podermos usar mais vezes. Sem drama nenhum.

Portanto, decidi-me pelo vestido vermelho e laranja que no ano passado comprei em NYC, na Urban Outfitters e bastou-me trocar os acessórios e os sapatos para ir festejar o casamento de um dos meus amigos mais queridos num mood absolutamente primaveril e totalmente diferente do outro casamento em que o usei. Até porque estavam 'apenas' 33 graus em Braga este final de semana.

[para ver as fotos aumentadas é clicar nelas]

A vista da sala de jantar

Nas mãos, apenas a aliança e o anel de noivado, como manda a tradição. Nem levei pulseiras, desta vez.

 
Acessórios só mesmo o colar e os brincos (aumentar para ver)


A clutch é velhinha e está com pouca definição mas dá para ver :)



Vestido: Urban Outfitters
Sapatos: Christian Louboutin
Clutch: Parfois
Colar: Ourivesaria Fernandes
Brincos: Ourivesaria Fernandes
Hair: Me me me
Make up: Me me me

Do interesse.

Todas as relações que desenvolvemos são, intrinsecamente, egoístas e interesseiras. O que é natural. Eu sou amiga de alguém porque a pessoa me faz sentir bem. Eu apaixono-me, amo alguém, porque a pessoa me faz ser melhor. Eu dou-me com as pessoas porque me inspiram, me alegram, me chamam à razão, me orientam...por alguma destas razões ou por todas elas. Em suma, porque trazem bem à minha vida. É claro que é bom que seja recíproco, e é claro que nos esforçamos sempre para fazermos sentir à pessoa em questão a mesma coisa que ela nos faz sentir a nós. Eu gosto de ser útil aos meus amigos, no sentido em que eles me são úteis: quero que se sintam bem, quero mostrar que gosto deles, quero que a minha vida na deles faça sentido...

Aquilo que me faz confusão - e cada vez mais, porque parece que se multiplicam à minha volta - são as relações que aparecem POR interesse. As pessoas que se juntam e se chamam amigas porque uma delas lhe dá jeito. Porque os contactos, a vida, a forma de ser, lhes pode ser vantajosa em algum momento. E quando alguma dessas premissas desaparece, as pessoas pura e simplesmente desaparecem com ela, e aquela amizade afinal não era coisa alguma, porque baseada em interesses que pouco tinham a ver com o coração mas sim com o que se podia retirar dali.

E isso custa-me. Quando olho à volta, quando sinto, quando vejo, dói-me. Porque nós não podemos ser assim tão insensíveis uns para os outros. Porque não quero acreditar que as pessoas fingem coisas que não sentem para se aproveitarem de algo que outra pessoa pode ter para lhes dar. Não é preferível assumir quando se pretende algo e dizer: "Olha, realmente aquilo que tens pode ajudar-me. Achas que podemos trabalhar com base nisso?" ? Não é preferível sempre a verdade à mentira? A mim custar-me-ia menos.








segunda-feira, 19 de maio de 2014

As fotos I

Estamos, finalmente, a receber as primeiras fotos deste final de semana! A Rita tem andado cheiinha de trabalho, e nós muito curiosos, mas ontem começámos a receber o resultado da nossa maluqueira!! E estamos tão contentes. Tão, mas tão contentes...

São praticamente duzentas fotos. Estas são só algumas das minhas favoritas. A Rita voltou a fazer um trabalho absolutamente fantástico, e nós não lhe poderíamos estar mais gratos. Por podermos guardar em imagens um pedacinho da história que vamos construindo juntos com a família que escolhemos como nossa.

Eu não sou de intrigas, mas as minhas madrinhas são as mais giras. Só a dizer..

Sweet!

Family Photo!


Cada um ficou com um dos discos do casamento. Sweet.


(Obrigada. Obrigada. Obrigada.)

'Bora fingir o nosso noivado.

I guess we can say that we are happy together - Madrinhada!!

Todas as fotos © 2014 Still Photography. All Rights Reserved.

Me

Cabelo - Nuno de Oliveira (who else?)
Make up - Inês Bacelar Begonha
Outfit - Comércio tradicional + Hollister

domingo, 18 de maio de 2014

Sneak peak - 1st wedding of 2014

Details
A 400km de Lisboa, sob um escaldante sol de Maio, casámos mais um mega 'migo. Embonecámo-nos todos e lá fomos nós. Fiquem com os detalhes enquanto escolhemos as fotos 'boas' para a partilha ;)

terça-feira, 13 de maio de 2014

Da fé

Digo-vos uma coisa: se eu já não fosse uma pessoa de muita fé, tinha-me transformado nos últimos tempos. Que há sinais que nos deixam absolutamente knock-out de tão bons que são.

A vida é maravilhosa, sabiam?

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Trash the dress | Sneak Peak

O único problema de fazer uma mega sessão com a Rita é a espera. Agora imaginem quando fazemos três sessões com a Rita: temos três esperas absolutamente traumáticas. Como a nossa fotógrafa favorita calha ser também uma querida (yeah), ela decidiu aguçar a nossa curiosidade e enviou-nos uma únca foto do final de semana passado. Digam lá que não é de uma pessoa ficar em ânsias à espera de mais?

Still Photogtaphy




Foto: Still Photogtaphy (Rita Barreto)
Wedding dress: a minha costureira favorita
Fato João: Massimo Dutti
Cabelos: Nuno de Oliveira
Make up: Inês Bacelar de Begonha

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Frente e Verso | Comprar ou Arrendar?



A Lénia quer casas compradas.
Lembro-me perfeitamente de ser miúda e de pensar: "um dia quero viver sozinha". Esta ideia foi crescendo comigo. Estudei, acabei o curso, comecei a trabalhar e toca de pensar a sério nisto de viver sozinha. Tinha 24 anos. 

Na altura, o meu pensamento andou entre comprar versus arrendar casa. Das duas, uma: ou comprava nos arredores de Lisboa, ou alugava na cidade. Ora eu nunca quis morar em Lisboa. Que me desculpe quem tem milhões de argumentos pro-Lisboa, mas eu não tenho. A ideia de morar, trabalhar e estar sempre no mesmo sítio não me agrada. Eu sei que isto não é assim tão linear, mas sempre achei que se morasse e trabalhasse em Lisboa, raramente haveria de sair dali para ver/sentir/conhecer outros sítios. Porque, parecendo que não, há ali tudo o que é preciso e não há necessidade nenhuma de atravessar os limites da cidade.

Restavam-me os arrabaldes. Reparem: eu sou suburbana. Com orgulho. Nasci em Lisboa, mas fui criada na periferia e não tenho rigorosamente nada contra isso. Pode ser provinciano, pode ser o que quiserem. Eu gosto disto de estar afastada do centro nevrálgico da cidade que mais amo. Contraditório? Talvez. Mas permite-me reapaixonar-me por Lisboa cada vez que lá vou - e desde que deixei de trabalhar a tempo inteiro que vou cada vez menos.

Bom, voltemos ao foco: arrendar VS comprar. Quando decidi comprar casa, o factor que pesou mais foi este: pagar por pagar, pago uma coisa que vai ser minha um dia. A ideia de largar todos os meses 500 euros ou coisa que o valha por uma coisa que nunca será minha não me atrai. É que eu, ao contrário da Margarida, parece que tenho raízes e ODEIO mudar de casa. Aliás, só mudei uma vez, precisamente quando saí de casa dos meus pais para esta, que comprei nos arredores de Lisboa (e perto dos meus pais, bem entendido). Comprei uma casa pequena (um T2) que, para mim, dava perfeitamente. Eu ia viver sozinha, não precisava de mais do que dois quartos e uma sala. Só que entretanto a família cresceu e isto que começou como um palácio para uma já se transformou num ovo para quatro. Os meus filhos partilham o aposento e, pelo rumo que as coisas levam, vão continuar a coabitar por muitos e longos anos. É que, à mesma velocidade a que a família cresceu, a carteira diminuiu e não há como mudar de casa agora. Já sei: mais uma razão para arrendar em vez de comprar. Talvez. Mas isso é hoje, à luz da crise. Em 2003, quando assinei a escritura, a única crise que eu antevia era a de meia-idade e essa estava muito longe ainda. Claro que, se eu soubesse o que sei hoje, se calhar não me tinha metido nisto de ser proprietária de um apartamento (ou, melhor dizendo, nisto de me tornar devedora ao banco). Mas não me arrependo. Falta-me pagar 19 anos de prestações. Já faltou mais. E daqui a 19 anos tenho uma casa. Velha. Mas minha. Ah, e acredito piamente que vou sair daqui antes disso e que um dia vamos mesmo conseguir a vivenda dos nossos sonhos. Comprada, obviamente.
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E-mails

Às vezesjuro que dou por mim a pensar: se os emails não existissem, como raio fazia eu o meu  trabalho?

Obrigada, internet. Por me andares a fazer cair uns 4 mails por minuto todos os dias. E por me deixares os cérebro tão espremido que não o consigo usar para coisa alguma para além de 'Reply' -- 'Send'.

Mas pelo menos chegou o calor. E eu já ganhei umas sardas. E hoje estou tão a Norte de Portugal que nem sei bem onde isto fica.

É isto.


terça-feira, 6 de maio de 2014

Padrinho*

A meio da tarde olhei para a data e de repente o meu cérebro fez 'click'. Passaram exatamente treze anos - caraças, treze! - desde aquele dia em que disse "sim, senhor, tenho a certeza de que sou católica e que quero continuar a ser". Quando penso nisso aperebo-me de que lhe dou muito mais importância agora do que quando decidi receber mais um sacramento. Mas creio que isso é coisa da idade.

Escolhi para meu padrinho aquele que era, na altura, mais do que um amigo, um irmão. A vida afastou-nos por um tempo, mas hoje sei que não poderia ter escolhido outra pessoa para me acompanhar neste compromisso. Tal como sei que a vida nos volta a juntar às pessoas que nos são realmente importantes.

Com o Miguel cresci - caramba, já nos conhecemos há quê? Uns quinze anos? - e aprendi imensa coisa. Pisei palcos de teatro, partilhei microfones, camarins e com ele dei das melhores gargalhadas da minha vida. Ele foi meu amigo, meu irmão mais velho, meu companheiro de viagens, parceiro de aventuras e desventuras. Por isso, acho que hoje também me lembrei do dia do meu Crisma, porque me lembrei a falta que ele me faz. [Portanto vê se marcas o jantar de uma vez por todas;)]

E devo-lhe um obrigada. Imenso. Porque com ele aprendi, sobretudo, a sorrir sempre para a vida - isso e a decorar peças inteiras para lhe poder das as deixas em palco :)

Festival 2007
(Andei à caça de fotos, mas nós somos amigos dos tempos em que ainda não havia telefones com câmaras ótimas e muito menos o hábito de tirar mil fotos por dia. Portanto tive que me contentar com esta, cortar o Rodolfo - desculpa, puto, mas hoje não é sobre ti - que tem cerca de sete anos. Estamos bem conservados! :)



Surprise

No Domingo fui surpreendida com o gesto mais bonito do João.

[Acompanhem isto tudo no Instagram ;)]

E fiquei de coração cheio. Again.

Tenho o melhor marido do mundo.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

De coração a rebentar

São 23h29 de Domingo e eu estou fisicamente exausta. Os últimos dois dias foram extenuantes mas tão tão tão bons que ainda nem me apetece dormir só para não voltar à vida real. Amigos, amigos daqueles a sério, e nós. As últimas 48h foram realmente só isto: amigos, amigos daqueles a sério, e nós.

Os nossos padrinhos saltaram da cama cedíssimo no Sábado para registarem mais uns momentos fantásticos connosco - Obrigada!!! - e deram-nos mais um bocadinho do seu tempo. Fartámo-nos de rir entre saltos em árvores, poses encenadas e sapatos do grande dia. Fizemos novas memórias e agradecemos novamente o facto de termos estas pessoas ao nosso lado. E temos ainda tanta história para escrever juntos....

À tarde foi tempo de 'trash the dress'. Voltámos a meter-nos nas fatiotas de noivos e andámos a tirar as fotos mais fantásticas pelas ruas de Lisboa. Recebemos felicitações e sorrisos de tantos turistas, de tantas pessoas, que foi um encantamento...Fomos até aos lugares mais inusitados e fizemos as poses mais tolas, mas fomos tão felizes durante aquelas horas que acho que faríamos tudo novamente - não fosse a exaustão física agravada pelos 30 graus que até às 18h não nos abandonaram. Sentimo-nos absolutamente felizes e foi tão mas tão divertido...

Depois de uma noite de sono de quase doze horas (thank God!) e do almoço com as respectivas mães, voltei às fotos: às 16h00 apanhava uma-amiga-de-sempre e seguíamos para a surpresa de aniversário de outra amiga-de-sempre: oito miúdas viajaram no tempo e passaram uma mega tarde a tirar as fotografias mais amorosas que, certamente, guardaremos para a vida. Com o rio como testemunha as enfermeiras, jornalistas, engenheiras, arquitectas e afins voltaram a ser apenas miúdas e a soltar as gargalhadas fáceis de sempre. E foi tão divertido quanto libertador. 


Sentimo-nos absurdamente abençoados por ter na nossa vida amigos tão maravilhosos como estes que viveram connosco tantos momentos importantes, ao longo da nossa vida. E por sabermos que eles continuarão connosco, que são a nossa 'chosen family' e que sabemos sempre que temos os seus braços para nos acolher e para nos aconselhar. É um privilégio e uma benção enormes ter estas pessoas connosco. Obrigada!






E,  enquanto esperamos pelos resultados de tantos momentos bons, só nos resta agradecer também - mas agradecer de coração tão cheio - às duas pessoas que nestes dias foram tão fundamentais para que nós nos sentíssemos absolutamente bonitos e para que tudo ficasse registado: ao querido Nuno, que nos penteou (aos dois) e que foi mais do que um assistente para a Rita durante a sessão com os padrinhos. O Nuno que nos deixou sempre mais bonitos, a sentirmo-nos mais confiantes, e que ainda nos fez sentir tão em casa como se na nossa estivéssemos. O incansável e omnipresente Nuno sem quem os nossos dias seriam tão menos cheios e divertidos. Obrigada, de coração pelo profissionalismo incansável e pela amizade indispensável. Obrigada!!


E à Rita, a fotógrafa mais amorosa, incansável e profissional com quem algum dia estivemos. A miúda que alinha nas nossas tonterias todas, que nos deixa perder a cabeça, que tem ideias ainda mais tontas que nós e que apanha sempre os melhores momentos. A fotógrafa que durante um final de semana inteiro se dedicou a nós e nos deixou dar largas à imaginação...Obrigada, Rita, por embarcares nestas aventuras - ainda por cima intensivas - que, sabemos, terão um resultado tão lindo!

O melhor ainda está por vir, mas os nossos corações estão tão cheios que era impossível não escrever já para os não deixar transbordar. Obrigada! A todos os que nos fazem sentir especiais!






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