quarta-feira, 30 de abril de 2014

Como um mantra

"[Na Páscoa] fazemos memória do passado porque queremos fazer o futuro" - Vigília Pascal 2014

Fazer memória do passado porque queremos fazer o futuro.
Fazer memória do passado porque queremos fazer o futuro.

Fazer memória do passado porque queremos fazer o futuro.

Fazer memória do passado porque queremos fazer o futuro.


terça-feira, 29 de abril de 2014

Holocausto Brasileiro

Isto de se escrever para vários lugares tem un problema: é que vocês ficam fartos de links. Mas vejam lá o que saiu hoje aqui.

Até já!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

One year facing life togehter: os vinhos

O primeiro ano de casamento passou a correr. Mais do que a correr. Passou a voar. E se no ano passado, por esta altura, estávamos a embarcar numa das viagens da nossa vida, este ano tivemos que ficar por cá.

Vila Viçosa  já é a nossa vila alentejana de coração, e portanto, decidimos que íamos lá passar o final de semana prolongado a que o nosso aniversário por norma dá direito. Rumámos ao hotel mais lindo de todos e passámos os três dias, literalmente, a comer, a dormir e a beber bom vinho. O João iniciou-se há pouco tempo nas artes da degustação de vinho, mas começa a apreciar, o que é ótimo.

Desta vez, como tivemos uma celebração ao jeito cigano - portanto, que durou três dias, tendo começado no dia 24, com as famílias - o primeiro vinho a ser aberto foi um igual ao que bebemos no dia do nosso casamento: Cerejeiras 2010, Colheita Seleccionada. É ótimo, da minha zona, e com um preço mais do que justo. Se ainda não provaram, por favor, comprem uma garrafa e bebam. Vale bem a pena. Sobretudo se estiverem entre amigos.

Na sexta-feira, dia 25, depois de uma viagem passada ao som da banda sonora do 25 de Abril, voltámos ao nosso querido restaurante e o Sr. Manuel Camarinhas voltou a saber escolher o melhor vinho para nós. Ali o vinho é sempre da casa, e é sempre da região. Bebemos um vinho absolutamente fantástico, maduro, escolhido pelo dono do restaurante. Foi uma garrafa para dois. Well done!


No dia 26 de Abril, o dia em que realmente celebrávamos um ano de casamento, não conseguimos jantar na Taverna dos Conjurados, porque estava reservado há quatro meses - o que nos deixou absolutamente tristes - mas muitas recomendações levaram-nos até ao fantástico São Rosas, em Estremoz. Aí, a acompanhar as bochechas de vitela e o borrego, experimentámos um Herdade das Servas de 2011, colheita seleccionada. Suminho, meus amigos. Uma coisa absurdamente boa. E no dia 27, antes de virmos embora, fomos redimir-nos. Voltámos à nossa querida Taverna para almoçar e o Sr. Manuel serviu-nos um dos melhores vinhos que bebi até hoje: um vinho em fim de vida, colheita de 2005, não faço ideia de onde (nunca sei!, o Sr. Manuel escolhe sempre o vinho para nós!).Nunca vi o João a beber vinho com tanto gosto.

Moral da história: se continuar neste ritmo, defenderei lindamente a tradição do meu pai de apreciar bons e variados vinhos alentejanos. E a nossa viagem para o Verão já está pensada: Vila Viçosa que nos aguarde!!


It's not my fault

No início do ano comprometi-me - comigo - a voltar a fazer desporto. Entrei em Janeiro cheia de força e nadei durante várias semanas seguidas. Passei de fazer 300 metros a deitar os bofes pela boca para fazer praticamente 1km sem ficar a morrer.

Este mês, por razões várias, não fui nadar nas duas primeiras semanas. Decidi, na semana passada, que como só faltavam duas semanas, não ia comprar toda a mensalidade da natação porque era parvo, e portanto, decidi que ia correr. Não gosto de correr, mas duas semanas não é nada de especial, e era só dar uma corridinha. Sem drama. Na semana passada comecei, e ontem pedi ao João que fosse comigo - tivemos um final de semana demasiado violento no que se refere a comida e dolce fare niente e portanto tínhamos mesmo que nos mexer.

Desta vez foi o músculo recto da coxa. Já me tinha começado a doer na semana passada mas ignorei. No ano passado, quando comecei a correr, ao fim de três semanas foram os ligamentos do pé esquerdo. Curei, voltei e umas semanas depois foi um entorse. Agora é isto. Moral da história: não vale a pena.

Em Maio volto à natação. Agora é curar este músculo, que me dói mesmo quando estou sentada, que grita quando subo ou desço escadas, que me tirou sono à noite. E pronto. Eu não sou uma runner. Mais vale admitir isso de uma vez por todas.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Frente e Verso | Beleza vs Competência



Frente: A Lénia discorda totalmente de que se use a beleza para obter resultados.

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Notas prévias antes de avançar para a minha opinião propriamente dita: nunca um Frente & Verso me custou tanto escrever como este. Nunca discordei tanto (tão profundamente) da Margarida como no que respeita a este tema. Não soube muito bem como abordar a coisa, pelo que fiquei muito feliz por ter sido ela a escrever primeiro - fazemos sempre assim, uma escreve, manda à outra, que escreve de volta. Dito isto, cá vai.

Duas coisas muito diferentes: ser-se bonita e competente; fazer-se uso de truques de sedução/características físicas para conseguir resultados, sejam eles quais forem.

No que toca ao primeiro ponto, nada a objectar. Ainda bem que há mulheres lindas e competentes, inteligentes e que sabem trabalhar. Infelizmente, terão que se esforçar em dobro ou em triplo para provar o seu valor porque a sociedade ainda vive presa ao estereótipo que diz que beleza é igual a burrice. Mas acho que, no fundo, grande parte da culpa até é das mulheres (já explico).
Digo muitas vezes que tenho uma sorte do caraças em ser mais inteligente do que bonita. Não que me ache feia - não acho - mas sei que a minha inteligência é muito superior à minha beleza e isso é um ponto a meu favor (porque me poupa tempo a ter que me esforçar em dobro ou em triplo para provar as minhas capacidades). Eu sei que tenho um ar exótico, que já deu azo a muitas conversas que nada tinham que ver com trabalho, conversas essas que eu cortei rapidamente, por não querer meter-me por caminhos estreitos.

Nunca me passaria pela cabeça usar truques de sedução (para mim, sorrisos, olhares mais demorados e ajeitares de cabelo, cruzares de perna e afins, são truques de sedução) para fechar negócios. Trabalhei muitos anos na área comercial e o meu objectivo era vender (ideias, ainda por cima, que é coisa difícil de vender como o raio!). Nunca fiz uso de nada que não fossem as minhas ferramentas de trabalho para conseguir negócios. É óbvio que quando ia para reuniões tinha o cuidado de não ir de havaianas (sim, eu podia trabalhar de havaianas!), é óbvio que quando estava em ambiente de trabalho tinha que ser simpática e mostrar um sorriso (ainda que estivesse num dia "não" e me apetece correr tudo a vernáculo). Mas a fronteira é esta: ser simpática sem usar armas físicas. Porque o risco de ser mal interpretada é enorme. A linha que separa a simpatia do flirt não é assim tão demarcada, se usarmos os tais sorrisos e os tais olhares demorados. E eu nunca estive disposta a entrar por aí.

É por isso que acho que falarmos de beleza e competência não tem necessariamente que ser o mesmo que falar de usar a nossa beleza a nosso favor. Quando fazemos isto estamos por nossa conta e risco. E nunca saberemos se fechámos o tal negócio porque trabalhámos bem ou porque aquele sorriso pareceu ao outro uma porta aberta para sabe-se lá o quê. 
Entrevistas de emprego: é certo que convém ir bem apresentado porque isso diz muito sobre nós. Mostra esmero, cuidado e vontade de ficar com o emprego. Eu não quereria ficar com um emprego para o qual fosse contratada porque ajeitei o cabelo atrás da orelha ou porque sorri e mostrei os 32 dentes que tenho (em óptimo estado, diga-se!). Para mim, é meio caminho andado para interpretações enviesadas e, no limite, chatices. Não, obrigada!

Foi a Margarida que usou a palavra, por isso sinto-me à vontade para a trazer para aqui: para mim, utilizar características físicas a nosso favor, em ambiente laboral, é uma forma de "prostituição". Neste sentido: estamos a vender, não o que fazemos, mas o que somos. Estamos a dar algo de nós que ninguém nos paga para dar. Não se trata de trabalho, trata-se de vida pessoal, de âmbito pessoal. E é por isto que, voltando ao início, acho que grande parte da culpa por ainda hoje as mulheres bonitas terem que se esfalfar em dobro ou em triplo para mostrar o que valem é... das mulheres. Que se objectificaram. Que permitem que sejam vistas como adereços, coisas bonitas que são para ser apreciadas. Isto, parece-me, não tem nada que ver com competência. E lixa um bocado quem é realmente competente e não tem que se valer de truques de alcova para chegar onde pretende.

[A minha opinião, diametralmente oposta, está aqui]

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Mulheres.



Não sei de onde vem o texto, ou quem o escreveu. Foi-mo enviado por um grande amigo e achei que devia partilhá-lo. Mulheres deste mundo!, vocês valem imenso. 

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 When God created woman he was working late on the 6th day, an angel came by and asked:
"Why spend so much time on her ?"The lord answered. "Have you seen all the  specifications I have to meet to shape her?"
" She must be washable but not made of plastic, have more than 200 moving parts which must be replaceable. She must function on all kinds of foods, she must be able to embrace several kids at the same time, give a hug that can heal anything from a bruised knee to a broken heart, she must do all this with only two hands."
“She cures herself when sick and can work 18 hours a day."
The Angel was impressed: "Just two hands...impossible! And this is the standard model?" The Angel came closer and touched the woman: "But you have made her so soft, Lord."
" She is soft", said the Lord, "but I have made her strong. You can't imagine what she can endure and overcome.”
"Can she think?", the Angel asked.
The Lord answered: "Not only can she think, she can reason and negotiate"
The Angel touched her cheeks…"Lord, it seems this creation is leaking !  You have put too many burdens on her.”
"She is not leaking. It is a tear", the Lord corrected the Angel.
 "What's it for?", asked the Angel.
"Tears are her way of expressing her grief, her doubts, her love, her loneliness, her suffering and her pride.”
This made a big impression on the Angel. "Lord, You are genius. You thought of everything. A woman is indeed marvellous !"
Lord said "indeed she is. She has strength that amazes a man. She can handle trouble and carry heavy burdens. She holds happiness, love and opinions. She smiles when she feels like screaming.
She sings when she feels like crying, cries when happy and laughs when afraid. She fights for what she believes in. Her love is unconditional. Her heart is broken when a next-of-kin or a friend dies
but she finds strength to get on with life."
The Angel asked: “So she is a perfect?”
The Lord replied: "No. She has just one drawback: she often forgets what she is worth".

terça-feira, 22 de abril de 2014

Must have!

Eu não sei muito de moda. Na verdade, sei muito pouco. Sei que gosto de coisas bonitas, mas canso-me a ver desfiles de moda. Adoro ver as fotos e os vídeos das diversas Fashion Week porque vêm em versão condensada, e gosto também de ler as Vogues e afins desta vida. Tenho alguns blogues de eleição para ir vendo as tendências, mas são raros os sites portugueses que me fazem feliz: toda a gente escreve o mesmo, vai às mesmas lojas, escolhe as mesmas cores, os mesmos modelos...como se todos pudéssemos usar as mesmas coisas, e andássemos todos a seguir as mesmas tendências.



Entretanto, há dois anos, em Paris, quando fui escolher a minha agenda , deparei-me com a Ines de La Fressange. Uma miúda sobejamente conhecida em França, mas menos conhecida pela minha pessoa. A agenda, para além de divertida, tinha dicas extremamente úteis de moda e de estilo. Foi o suficiente para me levar até ao livro Parisian Chic, da mesma autora, que não só ilustra como escreve algumas dicas bastante úteis de moda, decoração, estilo. Para além disto, ainda dá ótimas sugestões de lojas online onde encontrar coias giras e [algumas] baratas.

Um livro absolutamente despretensioso, fácil de ler, que apetece ter sempre no braço do sofá - onde está o meu - e que claramente todas as pessoas que dizem saber de moda deveriam ter em casa. Eu cá estou apixonada, e já me deu algumas ideias bem giras de coisas que se podem fazer / ter / comprar.

À venda na Amazon, em inglês, por cerca de 22 dólares. Se quiserem a versão em português são 22 euros na FNAC ou na Bertrand. A A. entretanto chamou-me a atenção para o facto de que também já existe em versão e-book: 15 dólares no iTunes :)

Eu cá recomendo. Muito.

PS: Post atualizado às 10h23.



segunda-feira, 21 de abril de 2014

Frente e Verso | Mágoas



Frente | A Lénia não gosta de falar 

Não há muito tempo, uma amiga teve comigo uma atitude que me magoou. Provavelmente ela nem se apercebeu do que aquilo fez em mim. Preferi não falar, não pedir explicações. Acredito piamente que amizade não se cobra e não me apeteceu ir pedir contas de uma coisa que tinha importância para mim mas que, para ela, provavelmente nem por isso.

Eu não encho sacos. Não fico ali a acumular até ao dia em que explodo. Eu sou uma espécie de saco com furinhos no fundo: vou pondo as coisas cá para dentro e elas vão saindo de fininho, sem eu dar por isso. Talvez seja capacidade de perdoar e esquecer, não sei. Sei que agora - e não passou muito tempo desde que a tal amiga me magoou - já passou. Não fiquei com recalcamentos, não fiquei com isto atravessado, nada. Passou. Esqueci. 

É por isso que há alturas em que prefiro não falar. A não ser que seja assim uma coisa super importante, prefiro não dizer nada e deixar seguir. Claro que já houve situações em que a coisa se deu. Lembro-me, por exemplo, de, na altura em que a minha filha nasceu, uma amiga ter feito uma coisa que não só me magoou como podia ter-me prejudicado muito. Nessa altura, assim que a coisa aconteceu, agarrei no telefone e disse tudo o que tinha a dizer. Aquilo foi de tal maneira grave que nunca mais soube nada dessa pessoa e espero que ela também não tenha sabido mais nada de mim. Mas ali, perante o que ela fez, eu não poderia mesmo ter-me calado e esperado que passasse. Não mesmo! Porque foi uma atitude que podia ter interferido não só com a minha vida (e se fosse só isso era deixar andar), mas com a vida da minha filha (e isso eu não posso mesmo permitir!).

Eu não sou de cobrar. Não sou mesmo. E odeio que me cobrem. Claro que já houve pequenas situações em que, a posteriori, disse que tinha havido ali qualquer coisa de que eu não tinha gostado - mas só o disse depois de a mágoa passar. Porque acredito que, em coisas menos graves, a mágoa desaparece sozinha e não vale a pena fazer tempestades em copos de água. Até agora não me tenho enganado. E espero não me enganar nunca...

[Eu sou mais de falar. Às vezes demais. A minha visão sobre isto está aqui]

O maior exemplo

Os meus pais fazem hoje 40 anos de casados. Quarenta. Quatro décadas. Mais do que eu consigo imaginar. Dessas quatro décadas, presenciei menos de três. E acredito piamente que é disto que os casamentos são feitos: de discussões, de disparates, de muitos desentendimentos, mas de respeito, de tolerância e sobretudo, de admiração. Os meus pais admiram-se. Tenho a certeza disso. No meio de todas as suas quezílias -que as têm -, no meio de todos os desentendimentos, divergências, opiniões diversas e disparates constantes, eles admiram-se. E isso é meio caminho andado, porque nenhum casamento pode ser um mar de rosas, somente - desculpem, pequenos românticos inveterados, mas esta é a verdade pura e dura! :)

26 Abril 2013

O resto, para além da admiração que sentem, vai-se fazendo: com tolerância, com paciência, com empenho, sobretudo. Ao fim de quarenta anos não sei o que importa mais, se o amor se o empenho. Acho que é o empenho. Porque afinal, 'amar é um exercício de vontade' e o restante vem de arrasto que um casamento a dois implica muita cedência e muito esforço e muita dedicação.

Os meus pais são o meu maior exemplo no que toca a casamentos. Deve haver uns melhores que o deles, certamente também haverá piores, mas para mim  é o deles que vale: são quarenta anos, três filhas, uma quantidade de obstáculos ultrapassados, e uma vida vivida em conjunto aqui, em África ou para onde Deus mandar sempre com um sorriso nos lábios. Sempre com a certeza de que tudo se compõe. Sempre com a certeza de que estão juntos 'na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da sua vida'.

E nós estamos todos contententes, porque só nos faltam praticamente 39 anos para chegar onde eles estão. É um instantinho :)







quinta-feira, 17 de abril de 2014

Páscoa!!!

A Páscoa é, por definição, um tempo difícil. No geral. É um tempo de mudanças em imensos sentidos e é, também, um tempo de mudança. É isso que Páscoa tem de bom: traz sempre mudanças! Das boas.

Hoje é o primeiro dia do tríduo Pascal - o meu tempo favorito. E hoje o meu padre, aquele que conheço desde que tenho sete anos, aquele com quem fiz todos os meus sacramentos - excepto o baptismo - e que me mostrou o que é realmente ser um Pastor, com letra grande, foi nomeado bispo. O padre em frente a quem fiz todas as minhas promessas de escuteira, com quem me preparei para profissão de fé, crisma, com quem preparei festivais da canção, com quem me preparei para o casmaento, o padre que me casou e que tem sempre um sorriso e uma palavra em todas as ocasiões. O meu prior em duas paróquias. O único padre que é mesmo meu meu meu.

Na homilia do nosso casamento

 E esta foi a primeira mudança boa. Porque vai ser tão bom ter um bispo dos bons. Assim mesmo dos bons. A Igreja precisa e as pessoas precisam. E eu estou muito feliz. Mesmo!
Ainda é só quinta-feira Santa. As expectativas elevaram-se para os restantes dias!


segunda-feira, 14 de abril de 2014

One month and counting

Os miúdos casam daqui a um mês e eu ainda não sei o que vou vestir. Acho la-men-tá-vel. Sei o que vou calçar - sim, eu às vezes começo a escolher pelos sapatos - mas não faço ideia, ainda, do que vou vestir.

A pessoa tem não sei quantos vestidos dentro do armário [o orçamento para vestidos de cerimónia ainda não foi reposto depois do ano passado] e não se decide. Uma maçada, é o que vos digo. Uma. Maçada.


Dez meses

de trabalho e apenas uma semana de férias. Eu gostava de não estar exausta, mas depois começo a fazer contas e vejo que faz algum sentido que o esteja.

Alguém que acelere este relógio do tempo que eu preciso de vários dia seguidos sem despertador e sem horários, pleeeeae.

Grata.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Das dietas

Quem me conhece sabe que eu e dieta não são coisas compatíveis. Sou o tipo de pessoa que gosta de comer, bem, e muito, e que tirando alguns cuidados básicos para não morrer de enfarte ou colesterol, pouco mais faço em termos de dieta. Tento comer sopa, legumes e fruta todos os dias, carne e peixe - embora tenda mais para a carne, quase sempre branca - tenho a felicidade de não gostar particularmente de doces, mas perco-me nas batatas fritas.

Por isso, quando chegou a moda dos sumos detox, das dietas malucas, das corridas loucas, fui assistindo a tudo da bancada. Comecei a fazer desporto porque a idade não perdoa, mas duvido de que alguma vez tenha o culto do corpo. Nunca tive. Gostava de me sentir melhor comigo, e preciso de cuidar da minha saúde. Mas dietas a sério? Não, obrigada.E os casos que têm vindo a lume têm-me ajudado a reforçar a minha posição. Em duas semanas, dois casos: Peache Geldof e Anais Osio, ambas na casa dos vinte e cinco, morreram devido a dietas tontas.

Uma tinha por hábito só beber sumos durante oito dias, a outra fez uma dieta que lhe levou trinta quilos - e a vida.

É claro que isto são casos extremos. É claro que isto não acontece a pessoas com um pouco de bom senso. Mas isto são os casos que nos devem fazer pensar no que andamos a cultivar: é mesmo preciso andarmos todos a trabalhara para sermos 'magras que dói'?  É preciso cultivarmos essa moda, esse hábito, de não podermos ter um corpo menos bem definido?

Comer bem é importante por uma questão de saúde: eu dantes também fechava a boca durante duas semanas e perdia 3 quilos. Agora preciso do dobro ou do triplo do tempo, porque a idade nos muda. As carnes vermelhas não fazem bem ao organismo, se em excesso. Os refrigerantes estão cheios de açúcar; os fritos aumentam o colesterol; os queijos, o pão e os enchidos...Enfim, todos nós sabemos quais as consequências de uma má alimentação e do sendentarismo.

Mas cuidar de nós pela saúde e para nos sentirmos bem é uma coisa. Entrar em exageros e só viver para a imagem parece-me ser outra. Desconfio de que os casos de mortes em consequência destas dietas tontas não pararam por aqui. Oxalá eu me engane.


De Saltos Altos...no Expresso

Escrever, escrever, escrever. A minha vida é feita sobretudo disto. De palavras, de textos, de coisas escritas. É o que gosto de fazer, é o que me a fôlego e alegria e energia. Por isso, quando surgiu o convite, eu fui menina para me esquecer da minha agenda hiper-preenchida e dizer 'sim' na hora.
A partir de hoje, e todas as sextas-feiras, passo a escrever também aqui. Os temas, muitas vezes, não vão ser leves, nem fáceis, nem cor-de-rosa. Mas vão ser meus. E vossos.

Ora façam favor de me fazer uma visita daquele lado, também.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Frente e Verso | Reality Shows

Frente - A Lénia adora!
Imaginem o seguinte: vão a conduzir numa estrada. Ao vosso lado há um acidente, um aparato gigante, sirenes a tocar, muita polícia, muitos bombeiros. Vocês sabem que aquilo correu mal, que é feio de se ver. Mas não conseguem desviar o olhar. É exactamente isto que me faz ver reality shows. Não todos - que a minha paciência também não é infinita. A Casa dos Segredos em particular.
Olho para aquilo enquanto experiência sociológica. Sei que aquela gente não deve muito à esperteza, sei que não são as pessoas mais cultas do mundo e sei que vão para ali passar o tempo, não fazer nada, enrolar-se uns com os outros, berrar uns com os outros, arranjar chatices porque não têm muito que fazer. Sei isso tudo. Mas ainda assim adoro gastar com esta trash-TV os meus serões de domingo. Gosto de me rir das baboseiras, de me chocar com as revelações, de me entreter com aquilo. Sei que não se aprende nada. Mas serve o propósito: entreter.
Quando estreou o 1º Big Brother, ganhei o hábito de assistir às galas e às nomeações com a minha mãe, as duas sentadas na cama dela. Quando saí de casa (aí por volta do BB3 ou coisa que o valha) senti falta daqueles serões de mãe e filha. Já não tanto pelos BBs (que continuei a ver esporadicamente) mas por causa da companhia. Agora, mais de dez anos passados, continuamos a "estar" juntas nos serões de domingo, quando há Casa dos Segredos: ao telefone, vamos falando sobre aquilo, vamo-nos rindo, vamos comentando. E é bom!
Se calhar, quem vê aquilo que eu leio, quem sabe o tipo de filmes de que gosto e o tipo de séries que vejo está longe de imaginar que eu consiga ver a Casa dos Segredos. Não só consigo como gosto. Já me ri muito a acompanhar os comentários que vão surgindo pelo Facebook, em noites de expulsão. Já me comovi, já me deu vontade de ir lá dentro aviar pares de estalos em gente parva. Tal como a Margarida, acho que este tipo de programas serve para descansar a cabeça. Ninguém é erudito o tempo todo, ninguém vê cinema coreano sempre, ninguém aguenta coisas profundas o tempo todo. O ser humano precisa de se distrair, precisa de coisas que lhe permitam descansar o cérebro enquanto passa o tempo. Para mim, isto é um guilty pleasure. Assumidíssimo!

[E eu odeio...]
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