sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Frente e Verso | Surpresas

Frente: o ódio da Lénia a surpresas :)

 Odeio surpresas. Ou melhor: odeio surpresas dirigidas a mim. Sou demasiado control freak para gostar de surpresas. Já aconteceu ser surpreendida e odiar o que me ofereceram. Claro que fiquei com cara de pescada enjoada e... não é bom!
Eu sou o tipo de pessoa que, um mês antes do Natal, informa o marido acerca do que é seguro oferecer-me. Não deixo muito espaço de manobra, é um facto. E ele não acha muita graça, mas até já prefere ser conduzido do que pôr-se a inventar e eu não gostar do que ele inventa.
Surpresas para os outros é um departamento diferente. Acho o máximo. Ainda na semana passada a Margarida organizou uma festa de aniversário surpresa para uma amiga e eu vibrei com o pouco que acompanhei da coisa. Mas só porque não foi nada comigo. Isto deve ter uma explicação rebuscada qualquer, mas sou assim desde que me lembro. Gosto pouco de deixar o meu "futuro" nas mãos de outras pessoas.
Dou de mão beijada o efeito surpresa em troca da certeza de que gosto do que me vão fazer/oferecer. Não sei se reagiria muito bem a uma coisa do género festa de anos surpresa: mil pessoas em minha casa, eu a entrar e tudo aos gritos. Não é a minha onda.
Acho que as únicas surpresas que será seguro fazerem-me (marido, lê isto) incluem viagens. Não me importava nada de ser levada para o aeroporto sem sequer fazer ideia de que ia para o aeroporto. Desde que não fosse para me levarem para um cenário de guerra, de certeza que ia amar!
De resto... poupem-se e poupem-me. Não precisam de inventar, não precisam de queimar pestanas a produzir eventos altamente complexos, nada. Sou uma miúda simples. E control freak, já disse?

[Eu, cá, adoro surpresas. Aqui]

Faltam exatamente 48 horas

UUHHUUUUUUHHH \o/


quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

ser portuguesinho. assim. pequenino

Os meus pais são emigrantes. A sério. Há cinco anos, mais coisa menos coisa, o meu pai começou a trabalhar em África. Já vai no terceiro País e se bem o conheço está com muito pouca vontade de regressar. A minha mãe juntou-se-lhe pouco tempo depois e geralmente passa o tempo que está cá a dizer "ai, que saudades que eu tenho de (inserir país da altura)".

Os meus pais, emigrantes, deixaram cá as filhas e os netos. Uma casa. E uma vida de mais de quarenta anos. Deixaram cá tudo de sorriso nos lábios e olhos postos no futuro. E quando alguém fala do 'drama que é sair do país' a minha mãe encolhe os ombros e responde: "Oh, mas agora as viagens são um instante. E no Skype podemos ver-nos todos os dias" - dúvidas houvesse, foi dela que herdei o sentido prático.

Os meus pais, emigrantes, viveram um ano num lugar em que não havia coisa alguma. Quando queriam doces a minha mãe fazia rebuçados de ananás, e quando havia visitas fazia ela o pão que era longe para burro ir comprar. Os meus pais, emigrantes, regressam sempre com bugigangas em jeito de presente e montes de saudades no coração. E sorrisos e abraços. E vontade de voltar.


Os meus pais trabalharam uma vida toda,fizeram sacrifícios, criaram três filhas, deram-nos cursos superiores..enfim. Conseguiram isto tudo sem um queixume, que os meus pais não são pessoas de fazer queixas e de sofrimentos dramáticos, porque acham sempre que a vida é uma coisa maravilhos e há que olhar para tudo o que há de bom em vez de perder tempo com tudo o que há de mau.

O meu cunhado é emigrante. Tem uma filha pequena e uma mulher com quem casou há pouco tempo. É certo que está aqui na Europa, mas perder as palavras da Mary, os primeiros passos e as primeiras querdas não é fácil. Estar longe da família, dos amigos...o meu cunhado não se queixa e está sempre de sorrisos nos lábios e a enviar mensagens porque os smartphones têm essa coisa boa chamada 'internet de graça' que tudo permite.

Isto tudo para dizer que apesar de algumas pessoas acharem, quem acha mal - tipo, eu - o drama todo à volta de histórias como a do Tordo, quem se revolta com as lamechices de quem está longe (quem me dera a mim estar fora de Portugal) e quem não se enternece com as capas de revistas dos 'emigrantes forçados' não têm que ser pessoas privilegiadas. A sério.

Quer dizer, eu sou privilegiada. Mas não porque a vida tenha sido sempre um mar de rosas. Ou porque a minha família não emigre. Ou porque eu não saiba o que é estar longe e ter pessoas longe. O que não tenho é pachorra para dramazecos de tanga quando há problemas a sério para resolver. A emigração não é um deles.

A mentalidade portuguesinha (assim mesmo, com diminutivo) dá cabo de mim. De verdade.



In love

Conheci esta marca por culpa do blogue do João Miguel Tavares (para quem não conhece, de que estão à espera??). Fiquei completamente apaixonada por algumas peças, que, para além de lindas e personalizáveis, têm preços totalmente acessíveis - umas mais que outras, é certo.

Estou muito tentada a fazer a minha primeira encomenda, mas ainda estou indecisa sobre qual deverá ser o meu presente de aniversário, pelo que preciso de mais um tempo para pensar. Mas logo vos deixarei saber o que escolhi. Entretanto, inspirem-se e mimem-se ou às pessoas que vos são mais especiais.

Os colares 'Family', por exemplo, são maravilhosos e podem ser feitos exatamente à medida de cada família: casal com um menino, casal com uma menina, casal com dois meninos, casal com duas meninas, casal com cão...tenho pena que não haja um casal com um gato, mas tudo bem. Pode ser que, pedindo, eles mo façam :)

Family | Casal




http://omnia.pt/coleccao/essence/wood/r1122
Wood | Anel


Estas são, para já, duas das minha peças favoritas. O anel é absurdamente bonito. O colar, absurdamente simbólico - para além de lindo. Vamos ver quem ganha esta batalha :)

Todas as imagens são daqui.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Lactose

Eu nunca fui intolerante a coisa alguma. O que é fantástico e ao mesmo tempo um problema dos diabos, uma vez que como que nem um cachalote e nada me impede de o continuar a fazer.

Até que comecei a crescer e tal, e este ano - sobretudo depois de começar a nadar - comecei a sentir-me cada vez mais enfartada. Parecia que tinha sempre uma sensação de inchaço e desconforto que não diminuía. Vai daí, a miúda que não gosta de dietas - eu! - decidiu começar a cortar em algumas coisas e a comer melhor: carnes brancas, sempre sopa e/ou salada, mais peixe, mais legumes, menos fritos, menos pão.

A única coisa que não comecei logo por reduzir foi o leite. Por uma razão simples: eu adoro leite. Adoro. Não  consigo viver sem um copo de leite (mínimo!) por dia. Fico enjoada se o meu pequeno almoço não leva leite. Bebo leite às refeições se me apetecer. Bebo leite à noite antes de dormir: ou para me aquecer, no Inverno, ou para me refrescar, no Verão.

Eis se não quando alguém me disse que talvez o meu desconforto fosse do leite. E vai a Margarida e pensa: vou cortar no leite. Pronto.
E cortei. Durante uma semana. Só que não há iogurtes, leite de soja, aveia ou arroz que me saibam tão bem. É certo que passei a sentir-me melhor - aliás, ao fim de cinco dias bebi um copo de leite e senti-me logo mais enfartada. Mas o problema é que o leite me sabe bem. Portanto agora estou a experimentar o leite sem lactose.

E digo-vos uma coisa: para já está a resultar. Só tenho pena que custe o triplo de um pacote de leite normal...isto de ter manias sai caro.


Está quaseeeeeeeee

Sabemos que falta muito pouco para as férias quando já conseguimos ver a previsão do tempo para o lugar onde vamos!


UUUHUUUUHHHH!!!!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Surprise!!

Há poucas coisas que [me] dêem mais gozo do que preparar uma festa surpresa. De verdade! Na sexta-feira, a felicidade da minha amiga-quase-irmã foi mais do que suficiente para sabermos que todo o esforço tinha valido a pena. Thanks, team :)

[Na verdade, tivemos que nos aborrecer com o restaurante, mas já trato disso no Trip Advisor - e aqui, mais tarde, que agora não importa!] Mas foi tão giro e tão divertido que nem sequer nos preocupámos muito!]

E como a miúda é a fã número 1 de H.R.H Queen Elizabeth II, a senhora também foi convidada para a festa. A Lénia foi a nossa grande parceira nesta ideia tonta!, e mais uma vez fez um mega trabalho. Obrigada, siamesa ;)

 E pronto. Sexta-feira foi noite de festa - que acabou no Radio Hotel onde se está bem, sim, senhora. E a festa foi assim. Boa. Que os amigos são realmente o melhor do mundo*



sábado, 22 de fevereiro de 2014

My prayers are yours

O meu coração está!, há dias, na Ucrânia. Hoje, na missa celebrada pelo padre ucraniano da nossa paróquia, o silêncio foi pela Ucrânia. As orações foram pela Ucrânia.

E as lágrimas que chegaram aos meus olhos foram pela Ucrânia, reflectida no rosto contrito daquele sacerdote que pediu autorização para deixar como intenção "a paz na Ucrânia. A minha pátria. Que espero que também seja a vossa. Porque a vossa pátria também é a minha".

Para quem estiver interessado!, amanhã, dia 23, há uma vigília de oração pela Ucrânia na Igreja de Santo António, na Baixa. As 19h. Que as nossas energias e orações estejam com os ucranianos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

[Re] Love you!

Creio que foram 48h, o nosso máximo. A sério, lembras-te de termos ficado mais de 48 horas zangadas uma com a outra? Já nem sei por que foi, que nós temos a mania de discutir por coisas tão parvas quando o facto de eu preferir um iPhone e tu um Samsung, mas oh well. De ti guardo as mais doces recordações: a tua disponibilidade, a gargalhada fácil, a objectividade, as palavras duras na hora certa. Não és pessoa de paninhos quentes e sabes que quando tens razão, mesmo que doa num primeiro momento, eu vou acabar por ta dar, quando me passar o amuo.


These are us. I'm the tallest one :)

Tu também. Preferes sempre ouvir a verdade mesmo quando ela não é fácil. E nunca te escusas a perguntar: mas se fosse isso tu dizias-me, não dizias?


Invejo-te a resistência e a coragem. De verdade. Sei que há dias em que tens dificuldade em lidar com isso e duvidas de ti própria. Mas invejo mesmo. A maior parte das pessoas que nos cruzam o caminho não passaram por um décimo do que tu atravessaste e falam como se toda a vida tivesse sido a mais pura das injustiças. Invejo-te o andar despachado e decidido. A coragem de conhecer novos mundos sozinha, sem medos, com as hesitações próprias de quem toma decisões, mas sem os dramas de quem não sabe o quer. Porque tu sabes. Durante o caminho que fiz ao teu lado, soubeste sempre ler os sinais que a vida te deu, aprendeste as lições das quedas e percebeste o rumo a tomar sem muitos problemas.

Achas que...?Acho. Tenho a certeza de que a vida tem reservada para ti a melhor das surpresas. Não sei quando. Não sei de que forma. Mas sei isso como sei, no meu coração, que não importa quantos amuos tenhamos, seremos sempre as primeiras a curar as feridas uma da outra [as reais e as outras <3].

Tenho em ti um orgulho do tamanho deste Oceano que ns separa oje do País que nos juntou, há cinco anos [só cinco anos???].
Porque contigo vamos dos Louboutin aos impostos, dos rodapés da Iva à Constituição americana. Passamos da Casa 92 ao Museu d'Orsey e da tasca da Bela ao Café no Chiado. Passamos da Primark à Pronovias e da Forever 21 aos desfiles do Alexander McQueen. Porque me amparas os golpes, choras, ris e tens uma humanidade e uma sensatez que cada vez escasseiam mais nestes tempos que correm.


Porque és suporte, amparo, sorriso e lágrimas. Tudo num só, às vezes na mesma hora, no mesmo minuto. Porque contigo os dias passam e correm e voam mas o tempo parece que não passa por nós porque nós somos assim, também: voláteis como o vento, aceleradas como  o tempo e sedentas de vida como o mundo. E isso é bom. Tão bom.

Hoje este texto tinha que ser teu. Para ti. Porque te adoro e porque agradeço, todos os dias, o facto de Deus ter colocado no mundo uma amiga-quase-irmã que tem um coração do tamanho do Universo. E que tem feito o meu coração crescer, também, durante estes anos que partilhamos. Porque nõ podia ser mais grata por ter uma amiga como tu. Minha amiga, minha madrinha, minha irmã*

Love you! With all my heart!! [e hoje vamos dançar até [eu] cair só porque tu mereces ;)]



PS: Este post foi escrito - com ligeiras alterações - há precisamente um ano, e publicado aqui. Hoje, quando me preparava para escrever, dei conta de que não conseguiria dizer de melhor forma o que sinto por esta miúda! Portanto adaptei o que já estava escrito. Desculpem lá qualquer coisinha :)

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Frente e Verso | Aborto



Frente | A opinião da Lénia
O referendo do aborto calhou num dia especial para mim: era o meu aniversário. Foi a vez em que me foi mais fácil votar. Não tive que pensar (ali, em frente ao papel), tive apenas que procurar o quadradinho correspondente ao SIM.

Sou a favor do aborto. Não como método contraceptivo, obviamente. Mas sou a favor da liberdade de escolha, sempre. Sou a favor de cada uma de nós poder decidir (apoiada por namorados/maridos/whatever, ou a solo, caso os anteriores se tenham descartado de responsabilidades) o que fazer perante uma gravidez não desejada/planeada.
Não acredito que só engravida quem quer. Eu engravidei a tomar a pílula direitinho, sem antibióticos, sem nenhuma daquelas coisas que podem cortar o efeito da pílula. A pílula não é 100% segura e a mim calhou-me uma filha que é prova disso. Decidi tê-la, mas podia ter decidido abortar.
Não me faz sentido que se criminalize o aborto, mas também não me faz sentido que se dê a quem aborta os mesmos direitos/regalias que se dá a quem pare um filho e tem que cuidar dele (e nisto estou 100% com a Margarida).
Sou a favor do aborto em mais situações do que a Margarida é. Violações, risco de vida para a mãe, malformações do feto. E se uma grávida não se sente capaz de ser mãe? Nasce a criança e depois é deixada algures, entregue a uma instituição, abandonada, mal tratada? E se uma grávida não tem condições para tratar da criança, para lhe dar o mínimo dos mínimos? Que vida é que terá uma criança que vive assim?
Não generalizando, acho que não é o reino do vale-tudo. Não vale. Há situações em que não concordo. Mas concordo com o princípio: deve poder ser a mãe (de preferência em conjunto com o pai, mas a solo se tiver de ser) a decidir o que fazer perante uma gravidez. E não deve ser o Estado (nem a sociedade, já agora) a punir as pessoas que, no caso das razões "válidas", optam por não prosseguir com a gravidez. Concordo, contudo, com o "prazo" que está em vigência: 10 semanas. Mais do que isso e a coisa assume outros contornos (mas, tal como a Margarida, não vou aqui entrar na discussão bebé/monte de células, que não é o que está em causa).
Gostava, acima de tudo, que o Estado pudesse dar às mães uma rede de apoio que tornasse a lei do aborto desnecessária. Às tais mães que não se sentem capazes de ser mães e as outras que não têm condições para criar os filhos deviam ser dadas ferramentas para que elas não precisassem de recorrer ao aborto e para que todas as crianças pudessem nascer. Mas isto não é o país das maravilhas e estamos tão longe dessa realidade que me parece utópico pensar que um dia vamos ter uma sociedade onde não há necessidade nenhuma de se fazer um aborto (a não ser nas tais situações que já antes estavam regulamentadas: violações, risco de vida para a mãe, malformações do feto).

[A minha opinião está, como de costume, no blogue da Lénia]

Um tratado sociológico

Eu ando, todos os dias, de transportes públicos, e juro que o material reunido daria para um tratado sociológico. Com o agravar da crise, uma das coisas que se sentiu foi o aumento do número de pessoas que usa transportes em Lisboa. Lembro-me de, no ano passado, encontrar quase todos os dias pessoas que claramente nunca tinham feito uma viagem de metro ou de autocarro.

Ao contrário da maior parte dos países do centro e do norte da Europa, em Portugal continuamos a ter esta ideia pre-concebida de que por andarmos de transportes nos caem os parentes na lama. Na verdade, eu demoro exatamente o mesmo tempo - às vezes menos - se for para o trabalho de transportes ou de carro. Com a vantagem de que no metro consigo ler - algo que tinha saído dos meus hábitos diários. Para além disso gasto menos dinheiro [e cérebro] e ainda evito acidentes na estrada. Só vantagens :)

Mas adiante: as pessoas, estranhamente, parecem perder a educação quando andam de transportes. Não pedem desculpa, não pedem licença, empurram-se como se não houvesse amanhã, mesmo quando o metro ou o autocarro estão vazios e fixam o olhar num ponto tão estranho que claramente só querem não olhar para lugar nenhum.

Irritam-me sobretudo, duas situações: uma é quando as pessoas começam a empurrar-nos contra a porta de saída, sabendo que vamos sair. "Eu também vou sair", replico, de vez em quando, perguntando-me porque não perguntam "vai sair?" ou pedem licença. E obviamente, também não pedem desculpa. Limitam-se ao silêncio e a tentar empurrar menos, como se a vida dependesse daqueles 2 segundos em que estou à sua frente.

A outra são aquelas pessoas - geralmente senhoras de meia idade - que passam à frente na fila para entrar num transporte. Fingem não estar a olhar e pumba!, já nos passaram à frente, e entraram. Ora, se é uma fila, e se o metro ou autocarro não parte antes de as pessoas que estão à porta entrarem...what's the point?

Podia também ainda passar pelas velhotas que gritam com todos os que não se levantam à sua entrada - mesmo que sejam senhores cegos, pessoas de muletas ou grávidas; pelos miúdos que ouvem música tão alto que se estivessem sem headphones ouviríamos exatamente da mesma forma; pelas pessoas que tem conversas íntimas em decibeis muito acima do recomendável...a sério!, há mesmo todo um mundo fantástico nos tranportes públicos.

Quem nunca experimentou devia fazê-lo. Em Portugal. Que nos outros países há mais gente civilizada a andar nos transportes.


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

De todo o coração

Vou dizer um cliché, mas a verdade é que ando cansada do tempo. Acho que nós, portugueses, não fomos feitos para isto. Não suportamos tanto tempo nublado, sem sol, com chuva com frio. Precisamos de sol para melhorar o nosso optimismo - que já não é coisa que abunde - e para pensarmos na praia ao invés de na crise.

Eu não gosto de chuva. Até gosto de frio - mas são tão friorenta! - mas detesto chuva. O incómodo dos casacos, gabardines, chapéus de chuva, botas. A chatice da roupa que não seca, da casa que não aquece, dos passeios que ficam adiados para não meterem poças de água e chuva constante.

Nos últimos dias dou por mim a olhar para o saco de praia, para os protetores solares - novos, por estrear, que já estão preparados para 2014 - e a desejar com todas as minhas forças que chegue o calor. O sol. O Verão.



Já não aguento mais esta tez pálida que leva, a cada dia que passsa, mais base e mais pó, para esconder o cansaço e a desesperança. Para disfarçar a palidez e a ausência de sardas que me disfrçam as olheiras e me dão um ar mais saudável mesmo que durma pouco. Já estou farta do tempo que demoro a sair de casa para tentar ter um aspeto de pessoa normal e não de morta-viva.

Estou aqui, desejosa de chegar às sextas-feiras e poder rumar à casa de praia dos pais, acordar com o cheiro a pão fresco, rebolar-me até à esplanada de sempre para o café matinal e depois estender-me ao sol - ou ficar na mesma na esplanada a ler - enquanto as caras conhecidas vão chegando. Primeiro ao fim de semana. Depois por temporadas maiores. E as casas e as ruas vão-se enchendo de gente, e a praia fica povoada e o sol cada vez mais forte e nós cada vez mais bonitos porque mais bronzeados. Os sobrinhos numa correria pelo areal, nós de mãos e boca cheios de açúcar das bolas de berlim da Cecília; os jantares com a malta da praia; os passeios pela marginal - ao frio, sempre frio à noite.

E como acredito que quando queremos muito as coisas acontecem, conto convosco para acreditarem e desejarem muito  o calor, também. Que todos juntos talvez consigamos :)

O melhor do meu dia | Sara

Aquelas mãos pequeninas que só agora começam a aprender a agarrar com força aquilo que lhes chega. A boca, bem desenhada, perfeita, entreaberta na sofreguidão de querer respirar o ar deste mundo, tão novo. Os olhos, abertos, quase arregalados, a reflectir a vontade de conhecer tudo o que está à sua volta. Sem um choro. Sem se irritar - excepto quando vêm os soluços, esses malvados. Ontem, no final de um dia [difícil], conhecer a pequena Sara foi tudo de bom. Foi voltar a ganhar a esperança e a alegria em apenas duas horas.

Bem-vinda, querida, pequena, linda Sara. Bem-vinda!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Velha, velha, velha.

Não sou pessoa de grandes saídas à noite. Nunca fui - exceptuando, talvez, o ano que passei em São Paulo. Não sou. Não me faz grande sentido sair de casa estoirada, numa sexta-feira à noite, para ir dançar - eu nem sequer gosto muito de dançar. Não me faz sentido passaro Sábado numa discoteca ou num bar, até de madrugada, e acordar no Domingo estoirada. Porque o prazer que me dá não compensa o desconforto do dia seguinte.

Às vezes gostava de gostar. As pessoas que gostam muito de sair à noite parecem sempre super descontraídas e contentes. Mas não gosto. Prefiro, claramente, beber um copo num bar e ir para casa. Cedo.

© 2013 Cardeli photography. All rights reserved.

Tal como gosto de acordar cedo e ficar enrolada, durante uma hora, no sofá, ao fim-de-semana. E sim, gosto de acordar cedo mesmo que não seja para sair de casa. Gosto de acordar cedo para ler, para ver uma série, um filme..para fazer aquilo para o que não tenho tempo ou disposição durante a semana. Talvez por isso não goste de me deitar tarde - porque nunca consigo dormir até às tantas. E eu preciso de dormir.

As minhas amigas chamam-me velha. E se calhar sou. Mas sinceramente? Já me preocupei mais com isso. A idade trouxe-me uma coisa fantástica chamada serenidade e a capacidade de ouvir o que o meu corpo pede e o que eu quero! E isso signfica que deixei de fazer alguns fretes para deixar as pessoas contentes.

Adoro ir jantar, beber umas cervejas e acabar a noite no Viking com a malta da comunicação. Adoro!! Acabo sempre agarrada à barriga a rir-me loucamente. Mas não quero isso todas as semanas. Nem todos os meses. Não me apetece...

Adoro ir jantar com as minhas amigas e até ir dar um pezinho de dança. Porque elas gostam e gostam que eu vá. E eu divirto-me, obviamente!

Mas também não quero isso todas as semanas. Nem todos os meses. Para mim, ia jantar e depois ia-me embora. Porque acho que deve ser muito triste olhar para as pessoas e não conseguir mostrar-me tão contente quanto elas, que gostam realmente daquilo. E porque realmente não me descontrai...bem pelo contrário.

E isto não quer dizer que não goste das pessoas. Nem que não goste de conviver. Mas para mim as saídas são de comemoração: serei a pessoa mais contente se uma saída à noite for para celebrar algo. Para uma festa. Agora, sair por sair. Sair porque é 'sexta-feira' não me faz sentido...

E eu adoro divertir-me e estar com pessoas. Só não gosto da mesma forma. E se antes me era difícil assumir isto, agora é o que é: não-me-apetece.  E sim, se me perguntarem, eu prefiro mesmo ficar em casa a ver um filme ao invés de ir dançar até de manhã. Desculpem, pessoas jovens deste mundo! :)

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Depressão.

Eu tinha dezoito anos e um mundo cheio de sonhos. Foi o primeiro ano de faculdade, a vinda para a capital, uma imensidão de coisas para descobrir, uma imensidão de medos para ultrapassar.

Ela chegou, devagarinho, como chegam sempre. Sem se desconfiar que eu sou uma pessoa de responder sempre o mesmo: "Está tudo bem!" ou "Estou ótima!". Foi-se instalando, facilmente, numa cabeça que estava mais cheia de solitude e de medos do que de força e de coragem. Os telefonemas, de um amor proibidíssimo, repetiam-se mas não aliviavam a dor. Na verdade aumentavam-na da proporção do bom que eram aquelas minutos de amor, de carinho, de ternura, de entrega.

Eu, pessoa de pensar pouco e falar muito, dava por mim horas a fio a olhar para o vazio e a sonhar com coisas que sabia não serem possíveis. Mas entre o que sabemos e aquilo em que queremos acreditar vai uma distância enorme que pesa no coração porque deixamos - sim, porque deixamos. De olhos presos em outro lugar que não o telefone, sorria num esgar de dor cada vez que recebia um sms ou um telefonema. Porque, novamente, era tudo tão bom quanto tão mau se adivinhava.

Os encontros furtivos, as promessas sonhadas a dois - que ambos sabíamos que nunca iriam acontecer - as ausências, a dor, a dor, a dor. Fui perdendo peso e horas de sono. Cheguei a menos de 50 quilos em menos de nada e a minha mãe - atenta, Mãe com letra grande - atirou-me para o consultório médico antes de eu ter tempo  [ou vontade] de reagir. A única coisa que sabia fazer, naquela altura, era chorar. Chorava, tomava remédios para a dor de cabeça que não me largava porque não dormia e obrigava-me a colocar alguma comida na boca só para conseguir arrastar-me para a faculdade.

Miraculosamente fiz todas as cadeiras nesse semestre. Ainda hoje não sei como, porque a única imagem que tenho é a minha, sentada à secretária, a olhar durante três horas para a mesma folha de papel sem conseguir ler o que lá estava escrito. E os dias de febre, de cansaço, de exaustão pura de mim própria.

Com mais remédios na mala e uma depressão diagnosticada, valeu-me, já na altura, o João. A primeira e das únicas pessoas que soube o que se passava, e que, sem uma pergunta, tomava conta de mim. Era ele que controlava as horas dos remédios, durante o dia; era quem me ia buscar à noite para ir passear; era quem me tirava de casa quando eu só queria ficar enrolada no sofá a olhar para uma televisão que ia passando programas aleatórios.

Nos tempos seguintes tive alguns laivos de consciência. Com noites de sono decentes e a ajuda preciosa dos meus pais, decidi que era demasiado nova para aquilo. Parei de tomar a medicação e decidi que não iam ser remédios a controlar-me a vida. Que seria!! Num esforço [que senti como] sobre-humano decidi controlar a minha vida. Não que doesse menos. Não que sofresse menos. Mas tinha que ser eu. Isso eu sabia: tinha que ser eu a controlar a minha vida, a minha vontade, a minha alegria ou tristeza. Recusava-me [também] que fosse um homem, um sentimento por um homem, a fazê-lo.

Durante quatro ou cinco anos lutei contra o azedume que se quis instalar na minha vida porque estava furiosa. Sentia-me enganada, trucidada por mim própria. Sentia-me uma idiota por ter acreditado, mesmo sem querer, em algo que sempre soube ser impossível. Por ter tido esperanças infundadas, mas cheias de uma amor tão puro que nunca desapareceu. Durante anos deixei de olhar para o mundo e para as pessoas e esqueci-me de que tudo passa. Senti a falta dos amigos, a quem não falava do que estava a passar [tonta!] e cuja ausência sentia no meu coração porque achava que não se preocupavam comigo. Durante esse tempo, esqueci-me também de que só nos é dado aquilo que podemos suportar.

Hoje, quando olho para trás, sei que não poderia ter sido de forma diferente, embora adorasse não ter passado por uma depressão. Sobretudo assim, tão nova. Hoje, quando olho para trás, consigo sorrir e perceber tudo o que aprendi com alguém que sei, realmente amava e que me amava. Hoje consigo perceber que sou muito mais forte e muito mais 'amor' porque passei por isso.

Não sei porque decidi escrever sobre este assunto agora.  De alguma forma, creio que senti uma necessidade catártica de o fazer. E porque sei quão bom é saber que há pessoas que já passaram por aquilo que tatnas pessoas poderão estar agora a passar. A essas, posso dar três conselhos:

1. Peçam ajuda e não se fechem em vós próprias;
2. Escrevam num papel todas as coisas boas que a vida já vos deu. Leiam-no todos os dias;
3. Aceitem o problema, aceitem a ajuda e nunca desistam.










sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Néctar

Sabem uma coisa?

Há poucas coisas na vida melhores do que uma boa - mas mesmo boa - garrafa de vinho tinto.

Valentine's

Este filme foi produzido em 2011 - se não me falha a memória. Tem vários elementos que o tornam especial, mas isso deixo que descubram por vós. É uma alegria saber que ainda continua a viver, por si, em cada Dia dos Namorados!
Happy Valentine's you all! [e acreditem..eu ligo zero a estes dias :)]

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Frente e Verso | Acampar



Frente | A Lénia não gosta de acampar
Quando eu era pequena, os meus tios tinham uma tenda no Parque de Campismo da Praia Grande. De vez em quando levavam-me com eles para passar o fim-de-semana e era a loucura. Estava quase sempre mau tempo (chuva e frio, tudo o que é preciso para grandes dias de praia... not!), mas nós (eu e os meus primos) arranjávamos o que fazer. Éramos todos pequenos e a independência era nula pelo que os programas se circunscreviam aos arredores da tenda e, na loucura, a idas ao mini-mercado que ficava dentro do parque. Ainda assim, tínhamos sempre com o que nos entreter e era bom.
Para aí no meu terceiro ano de Faculdade, fazia eu parte da Associação de Estudantes, resolvemos organizar um fim-de-semana radical. Aquilo incluiu provas de orientação, slide, rapel, escalada, canoagem e tendas montadas em cima de raízes - condições dignas de uma selva qualquer. Naquela altura queria eu lá bem saber do conforto!! Queria era ir passar o fim-de-semana fora, arejar e passar tempo de qualidade com o namorado, que também era da Associação.
Depois disto, já adulta, acampei uma vez no Sudoeste, por altura do Festival. A tenda, mínima, dividida com uma amiga, servia para guardar tralha e para dormir umas três horas, entre o fim dos concertos e a hora a que já era impossível estar dentro da tenda, tal era o calor.
E se no Parque da Praia Grande as condições eram boas (no que toca a balneários e afins), no Sudoeste estavam nos antípodas disto. Duches a metro, com umas 50 pessoas de cada vez a tomar banho, sanitários intransitáveis, filas enormes para tudo. Um horror. Mas não me preocupei muito com isso: estava lá para ver os concertos e o resto era secundário.
Hoje não me apanham num parque de campismo a não ser de visita. Quer dizer, enquanto os meus filhos não implorarem e me obrigarem a levá-los a acampar, a coisa está calma. Mas há-de haver um dia em que vou bater com os costados num alvéolo qualquer. E hei-de gostar - ou, vá, tolerar o acontecimento, em nome da alegria dos miúdos. Mas se eles não insistirem eu também não lhes vou dar a ideia, percebem?
O que é que não me agrada no campismo? A bicharada. O calor abrasador dentro da tenda, a partir do nascer do sol (ou as chuvadas torrenciais, se for caso disso). As deslocações infinitas para lavar loiça. E para fazer xixi. E para tomar banho. Sim, eu sei: a minha experiência tem décadas e agora já há coisas diferentes, que melhoram muito a coisa. Mas quando falo de campismo falo de tendas montadas no chão, não falo de roulotes, nem de atrelados, nem de bungalows, que são as versões chiques do campismo. Estou velha, preciso de dormir no conforto de uma cama. Pronto, disse.

[Eu cá acampei durante anos. A história toda aqui, como sempre]

Espetacular!

"Temos medo de estar. De sermos felizes".

"Sofremos que nem uns cães, mas com isso sabemos lidar. Não sabemos é lidar com a felicidade".

"É muito difícil chegar ao ponto em que não nos importamos de deixar de agradar aos outros".

"Amar-nos. É isso o mais importante. Amar-nos, amar-nos. Se formos capazes de o fazer, depois o amor desdobra-se para os outros. E descobrimos que realmente é tudo o que importa. O amor".

"A vida é espetacular. A sério: a vida é espetacular!"

Marta Gautier, 12 de Fevereiro 2014

Creio já ter escrito por aqui que não tenho muitos grupos de amigos. Nunca tive. Sempre fui mais do género de ter amigos diferentes que são um grupo quando estão comigo. Não são bem um grupo, mas são o meu grupo. Tenho amigos diferentes porque sim. Não foi algo premeditado, foi algo que aconteceu na minha vida. As pessoas foram entrando, saindo ou ficando e tornando-se importantes simplesmente porque sim. Tenho amigos que mantenho desde o tempo da primária, outros que apareceram somente na preparatória ou no secundário mas que se foram mantendo.

Depois tenho os amigos que apareceram no tempo da faculdade ou do trabalho. São muitos anos a viver na capital para não ter amigos por cá. Houve amigos que vieram do Brasil e outros que apareceram via internet. E houve os amigos dos amigos que ficaram meus amigos sabe Deus porquê.

Ontem, numa girls night out juntei três amigas de quem gosto muito. Uma vem de muito lá de trás. Outra vem do meu segundo trabalho. Outra vem através de um amigo que já era amigo desde o tempo da faculdade.

Elas, as três, têm pouco em comum, à primeira vista - para além de mim, que já devia ser muito! ;) - mas têm um lugar importante na minha vida. Muito importante. Foram chegando e, tendo com todas experiências e vivências tão diferentes, o meu coração fica realmente maior quando estou com elas.

Ouvir a Marta Gautier tem sido um desafio por razões várias. Ontem, ao longo de uma primeira parte em que o meu peito se apertou e tinha nós na garganta, dei por mim a agradecer, interiormente, por ter aquelas três pessoas ali, comigo. A partilhar aquele silêncio de quem ouve. De quem está. De quem se entrega.

Ontem, quando cheguei a casa, exausta, dei por mim a agradecer não ter um grupo de amigos. Mas ter amigos bons. Diferentes. Com pouca coisa em comum, às vezes, mas que têm importâncias diferentes na minha vida. Diferentes na sua génese e não no seu grau de importância. Diferentes porque de pessoas diferentes que me fazem bem em questões diversas. E sim, isto que digo é tremendamentee egoísta. Como é qualquer relação de amizade: precisamos delas, antes de elas precisarem de nós. O bonito é descobrir essa necessidade recíproca ao longo do tempo.

Obrigada, meninas, pela companhia de ontem.
Obrigada, Marta, novamente.







quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sete anos

Passaram sete anos desde esta noite. No fundo, foi quase como um estágio para o nosso dia - demos por nós a fazer mesas de dez pessoas [que não conhecíamos], a escolher ementas, a definir decoração e a escolher DJ's. A fazer uma Guest List e a ser chamados, sempre a dois, para resolver problemas.

Baile de Finalistas | Clube de Tiro de Monsanto | Fev 2007


Tínhamos 21 anos e uma amizade amorosa. Na verdade havia - como sempre houve - algo entre nós. Mas nessa noite fomos namorados exemplares das pessoas com quem estávamos na altura. Porque elas nos mereciam isso. No entanto, para nós, esta foi uma noite importante. A noite em que no fundo, tanto acabou e tanto começou. Já passaram sete anos - mais de dez desde que nos conhecemos. E a única coisa de que temos realmente pena, é de não estarmos juntos há mais tempo. Na certeza de que se o tivéssemos feito não seríamos as pessoas que somos hoje. Melhores. Mais serenas. Mais apaixonados.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Sport girl

Ainda não desisti da Natação. Ouvir a minha-melhor-amiga-de-há-mais-tempo dizer que está orgulhosa de mim foi a cereja no topo do bolo: ela conhece-me desde os seis anos, e portanto sabe quão má é a minha relação com o desporto!

Não tenho ido muitas vezes, mas tenho tentado - com a grande ajuda da Marta - cumprir as duas vezes por semana. Ainda saio de lá a deitar os bofes pela boca nadando menos de 1.000 metros. Ainda me custa muito continuar a partir dos 500 metros. Mas continuo. A minha [falta de] resistência obriga-me a parar antes de os meus músculos me doerem muito, o que me aborrece. Porque gostava de os sentir a trabalhar mais. Mas tudo bem. Uma vez que nos últimos anos eu nunca me mexi mais do que a ir e voltar para o trabalho.

E estou orgulhosa, também, porque já comecei a comer melhor (não fazendo dietas): cortei nos fritos, no pão antes de dormir, no leite antes de ir para a cama. Sopa, muita sopa, proteína e alguns hidratos, à noite. Ao almoço não controlo muito mas como muita sopa e muita salada. E quando me apetece alguma 'comfort food', como um quadradinho de chocolate negro.

Ainda não emagreci. Mas já me sinto 0,001% melhor. Vamos ver como isto continua...





segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Snobeira

Vivemos no país da snobeira. Eu sei. Toda a gente sabe. Importa mais que a pessoa namore com alguém da família X, mesmo que não goste dele, do que estar com alguém de quem gosta mas cuja linhagem não vem com brasão. Todos sabemos disto, e por isso, também, todos reagimos de forma dura com a questão dos nomes.

Se a pessoa tem um nome composto somos os primeiros a retirar-lhe logo um, ao melhor modo "quem é que ela pensa que é, vir para aqui com dois nomes armada em finória". Criou-se este estereótipo de que a pessoa, quando usa dois nomes, é porque quer se chique. Não se percebe que às vezes é só porque sim. Ou até mesmo porque aqueles 'dois nomes' afinal são um. Composto.

Se não, veja-se. Eu sempre usei dois nomes, é verdade. Desde que comecei a trabalhar que uso os meus dois últimos nomes (o da minha mãe e o do meu pai) por uma questão altamente snob: o nome do meu pai é tão normal e português, que decidi usar também o da minha mãe. Não só porque ela também me é importante e portanto era parvo não usar o nome dela, mas também porque o apelido da minha mãe é que fica no ouvido.

Se as pessoas me reconhecessem quando digo o primeiro e o último nome ainda dava o benefício da dúvida. Mas não reconhecem. Só sabem que eu sou eu quando digo os dois apelidos. Uma snobeira, portanto. O problema é que já fiquei pendurada à porta de muito lugar porque lá para cima dizem apenas que a ML está à espera e a outra pessoa não sabe quem é...sweet!

Agora, desde que pus o nome do João, a coisa está a tornar-se ainda mais divertida. O último nome do rapaz é um nome composto (por dois nomes, portanto!). Eu não tenho culpa disso. Portanto, quando me perguntam o primeiro e o último nome o que acontece, SEMPRE, é que me cortam o nome ao meio. O que é um bocado chato. Porque eu não faço parte da família que tem aquele apelido. A sério. E depois, o que acontece? Tenho que ficar a olhar para as pessoas e explicar: "Isso não é o meu último nome". E as pessoas ficam a olhar para mim com um ar tipo "hum hum..olha'm'esta a q'rer ser chique". E eu tenho que usar a técnica do silêncio que a Mariana me ensiou e tentar que percebam pelo meu olhar que estou a falar a sério...

É uma maçada, sabem?

Porque isto podia acontecer só comigo, cujo nome não é separado por hífenes. Mas tenho uma amiga a quem também separam sempre o nome. Que tem hífen. Como é que alguém separa um nome com hífen? Então agora em vez de dizermos couve-flor vamos dizer só couve? Ou só flor? E Pai-Natal? É pai? Ou é Natal? E saco-cama? É saco ou é cama?

A sério, pessoas. Parem lá com a mania de que as pessoas são snobes e façam só o que é normal: quando alguém vos diz que aquele é o nome da pessoa, é porque aquele é o nome da pessoa. Grata!





Getting old

"Estás com olheiras. Não descansaste no fim-de-semana?"

Pois bem, meus queridos, eu vou dizer-vos como foi o meu fim-de-semana para perceberem como a idade nos começa a afectar mesmo quando ainda não somos velhos:

Sexta: chegar a casa exausta e com quebras de pressão. Fazer um jantar de petiscos com o marido para ser simples e rápido. Adormecer às 22h [sim. a uma sexta à noite].

Sábado: acordar às 9h30. Ir arranjar as mãos e fazer companhia à mana. Almoçar e tratar de mais umas coisinhas para a casa. Jantar. Ir ver um amigo tocar. Dormir. DEZ HORAS.

Domingo: acordar depois de dez horas de sono. Comer. Ir até ao quarto e voltar a adormecer...mais umas duas horitas. Acordar. Ir ao supermercado. Lanchar. Fazer o jantar. Jantar. Dormir às 23h00

Segunda: acordar às 7h30 (portanto, mais oito horas de sono). Com olheiras. De quem parece que não dormiu...A isto, meus amigos, chama-se ficar velho. Muito.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Frente e Verso | Rádio

Frente | A rádio da Lénia

Há músicas que têm efeitos estranhos em mim. Náuseas, por exemplo. Mesmo! É uma coisa física: há músicas que me agoniam. Não é simplesmente mão gostar delas. É não as suportar, de todo. E ficar nauseada, como se tivesse atravessado o Tejo de barco (pois, também não sou muito feliz a andar de barco).

Música dos anos 80. Não suporto. Odeio. Quem me conhece bem sabe deste meu odiozinho de estimaçã. Há excepções nos anos 80: U2 e Sting, por exemplo. Na verdade, não me lembro de mais nenhuma excepção. Sou incapaz de ouvir música dos anos 80 e só não fujo mesmo se não puder. Por isso, uma coisa como a M80 a tocar no meu carro é coisa que nunca aconteceu. E se acontecer é por acidente.

Eu sou miúda de coisas mais dançáveis. Mais suburbanas, certamente. As minhas rádios passam música recente, que diverte e anima. Adoro a Comercial de manhã, graças ao Pedro Ribeiro, à Vanda Miranda e ao Vasco Palmeirim. Depois farto-me dos anúncios em barda e estaciono na Mega Hits - eu avisei que isto era coisa suburbana. Aproveito e ganho balanço para o ginásio. No regresso, continuo na Mega Hits ou, se a música me estiver a cansar, passo para a VodafoneFM ou para a Sudoeste. Nunca por muito tempo, é certo. Se estiver no carro ao fim da tarde, a companhia é da Antena 3 e do Fernando Alvim.

Rádios-de-notícias só quando acontece alguma coisa especial (eleições, por exemplo) e relatos de futebol na Antena 1 ou na TSF, quando estamos em época de campeonatos do mundo ou da Europa.
Rádios de que fujo: Smooth FM, Marginal, Amália, rádios brasileiras e a já mencionada M80. Não sou eu em nenhuma delas e eu gosto mesmo é de ir a "dançar" e a cantar enquanto conduzo. Gosto de música que me faça "sair" do carro é sorrir. E se não for para me pôr bem disposta, mais vale desligar a rádio ou a ir a ouvir músicas infantis (às vezes os miúdos agradecem - as duas coisas!).

[a minha versão da história, as usual, no blogue da Lénia]

[a minha] Dieta

Ser amiga da Lénia tem um problema - ahah!, se fosse só um..!
Agora a sério. Ser amiga da Lénia tem um problema: a miúda anda a comer tão bem que eu começo a sentir-me pessimamente com o facto de não ter cuidado nenhum com o que como. E portanto, decidi há uns tempos que, depois da natação, era hora de começar a tratar também da comida: sem grandes dramas, cortar nos hidratos (o meu maior problema), nos fritos e nos disparates de final de dia (cereais, pizzas e afins).

Só que não resulta. Porque eu sou uma bruta e estou SEMPRE cheia de fome. A sério. Ainda ontem anotei tudo o que comi, porque tive especial cuidado, e estava a contar isto à Lénia porque realmente é inacreditável.

Por exemplo, comi bifes grelhados com esparguete ao almoço. Precedidos de sopa. E acompanhados de um prato imenso de salada. Moral da história: ao fim de hora e meia estava a morrer de fome. Decidi então comer uma laranja. Durou 40 minutos. Depois lanchei, como faço todos os dias. Fui para casa e às 20h00 estava a jantar: peito de frango no forno com arroz e salada. às 21h30 estava esganada de fome. Acabei, obviamente, a comer torradas e meias de leite antes de ir dormir, que eu não sou pessoa para dormir com fome!

E é isto, minha gente. Hoje já fiz três refeições e aposto que vou comer um bife ao almoço. A minha dieta é isto: comer muito. Sempre. Uma maçada.

A minha barriga está a ficar imensa. E eu estou a começar a ficar preocupada. É isto.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Please, help!

Já pensaram nos rituais matinais diários que nos são indispensáveis mas de que praticamente não damos conta? Acordar, tomar banho, sentir o cheiro do champô e do amaciador no cabelo acabado de lavar, passar hidratante no corpo, desodorizante e depois, sim, vestir, com a sensação de estarmos cuidadas...

Hoje, quando ia às compras de leite - só disso! - dei de caras com uma campanha das Casas de Santo António. Este mês, as coisas de que precisavam eram coisas que nunca me tinha passado pela cabeça oferecer a qualquer instituição, mas que uso todos os dias. E que estupidamente nunca pensei que as outras pessoas também precisam: amaciador do cabelo, desodorizante, creme hidratante (esta casa apoia mães adolescentes! Mães! Como é que não nos lembramos de que precisam de hidratantes? Algo que para nós é só óbvio?), iogurtes naturais...


É escusado dizer que agarrei em um de cada e coloquei tudo no saco, com o peito apertado e a pensar que alguém vai ficar muito feliz por amanhã ou depois já ter um desodorizante para usar. Vamos ajudar a dar mais dignidade a estas mães que já enfrentam tanto? Vamos ajudá-las a sentirem-se tão bem quanto nós sentimos quando, de manhã, nos preparamos para sair de casa?Os contctos estão nos folhetos - eu recebi um ali no Jumbo das Amoreiras - e na internet.

Se puderem, por favor, ajudem. Não custa mesmo nada. E para quem tem tão pouco é tanto, mas tanto!

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O meu gatilho.


É isto :)

Sem stress

Este ano, uma das minhas lutas interiores  é reduzir os níveis de stress. Eu sou uma pessoa super acelerada - segundo a MAB terei mesmo caído dentro de um calderião de cafeína à nascença - e o stress é um estado constante na minha vida. Roubei descaradamente esta lista que a minha irmã - que faz investigação precisamente na área do stress - preparou e publico-a aqui para que todos possamos lutar contra o stress :) Afinal é muito mais fácil do que parece!

Ainda me faltam cumprir os pontos 3, 4, 6 e 8, e melhorar o ponto 7. Mas estou no caminho certo! E vocês?
 

1) Criar rotinas

2) Fazer exercício físico

3) Nada de cafeina ou excitantes após almoço

4) Trabalho no trabalho. Desligar telefones, emails e afins durante umas  horas.

5) Guardar uma hora para mim. Seja a aboborar, ler, pintar unhas, etc, etc, etc

6) Dormir o suficiente.

7) Saber dizer não. Conhecer os nossos limites e pedir ajuda quando necessário.

8) Fazer papelinhos com coisas em que sou fantástico/a. Colocar num boião e tirar um quando estiver stressado/o.

9) Tirar férias

10) Tomar magnésio.

11) Tomar melatonina ao deitar.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Salário satisfação

O salário satisfação também tem que ser negociado. Muitas vezes, mais negociado que o salário real. O salário satifação foi algo que só entrou no meu léxico há quatro anos, quando embarquei na aventura de ser um Foca de um dos melhor e maiores jornais do Brasil. "Lembrem sempre do salário satisfação", dizia o Chico. E nós, focas mais preocupados em ter salário com que pagar os chopes e as roupas novas, ligávamos pouco.

Mas depois passámos de focas a pequenas lontras. E percebemos o que o Chico queria dizer com aquilo. Percebemos por que o salário satisfação, ainda que não suplante o real, tem praticamente a mesma importância que ele: o salário satisfação é aquilo que a vida nos dá. É o que ganhamos pelas escolhas que fazemos. É, mais do que o que temos, o que somos. O salário satisfação são os nossos amigos perto, a nossa adrenalina a subir, o nosso telefone a tocar com a pessoa certa no momento certo.

O salário satisfação está em negociação, por aqui. No entanto, ele já é enorme pelas pessoas todas que tenho por perto. O meu salário satisfação é louco, é são e é constante. Satisfaz, portanto.
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