sexta-feira, 30 de agosto de 2013

A man's gotta do what a man's gotta do...

And that's the spirit, from now on!

Boa sexta-feira, pequenas microalgas. Que esta semana nunca mais acaba, Nossa Senhora me valha!!

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Tenho saudades. pronto.

Tenho saudades tuas. É mesmo verdade. Tenho saudades tuas e a verdade é que entraste há tão pouco tempo na minha vida e parece tanto. Ainda me lembro do ar meio desconfiado com que me olhaste da primeira vez que me mudei para a tua ilha. Naturalmente: não me conhecias de lado nenhum, estiveste algum tempo fora e portanto aposto que querias tudo menos gente nova para te obrigar a fazer conversa de circunstância.

Mas depois foste ficando. E mesmo que não tenhas mudado de cadeira, mudámos nós: começámos por almoçar em grupo, depois por trabalhar juntas, até que já almoçávamos sozinhas e corríamos para a sala de fumo sempre que o assunto - gossip, quase sempre - não podia ser suficientemente aprofundado via MSN. Até chegámos a correr juntas, quando acreditámos que íamos ser as Giselle Bündchen de Alcântara - durou um mês? :)



Passei a conhecer-te as expressões e a antecipar reações. E tu passaste a ralhar comigo e a ajudar-me sempre que uma ou outra se tornavam necessárias. Tornaste-te uma amiga-daquelas-a-sério num lugar que pode ser cruel se não tens estofo para aguentar as tricas idiotas de um lugar onde demasiada gente passa demasiado tempo. Sobretudo porque nos sabíamos rir quando tudo parecia desabar. E não era fácil

Contigo aprendi a ser melhor jornalista e sobretudo melhor pessoa. Ensinaste-me a crescer. E por isso me custou tanto deixar de trabalhar contigo: porque contigo tinha a segurança e a alegria que tornam tudo mais fácil, a cada dia.

Tenho saudades tuas a cada lanche da manhã em que ninguém me acompanha - e mesmo naqueles em que tenho companhia. Tenho saudades tuas quando passo no Eric Kayser à hora de almoço e vejo as Tartelettes de que tanto gostas. Tenho saudades quando leio os bons livros que me deste a conhecer ou quando vejo a Nigella na televisão. Tenhos saudades tuas quando encontro pessoas que não se sabem rir de si mesmas, porque recordo o quanto gozávamos connosco.

Tenho saudades tuas quando te leio, incisiva, segura, directa e rigorosa em todos os trabalhos. Tenho saudades. Pronto.




terça-feira, 27 de agosto de 2013

Show me Preety*





Conhecer pessoas inspiradoras. Fantásticas. Que acolhem os nossos devaneios e que eternizam as coisas que para nós fazem sentido. Ter a graça, o prazer, a honra de poder beneficiar do trabalho maravilhoso que é também o seu grande amor. [Obrigada novamente Sofia. Mil obrigadas por ma teres posto no caminho!]

Este é só o primeiro obrigada a sério à Rita. O resto fica para depois, quando ela vos mostrar parte daquilo que é capaz de fazer [connosco] :)


*a nossa-melhor-fotógrafa-do-momento!! <3

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Mega-migas

Chamadas transatlânticas que nos enchem o coração [ou de como há mesmo quem esteja tão mais perto mesmo estando longe <3]

O teu namorado de 16 anos não é nervoso, é uma besta*

[O problema agrava-se quando já não tem 16. Nem 26...Façam atenção, pessoas. E avisem as vossas amigas.]

Enviar-te 35 mensagens durante o dia a dizer que te ama e a perguntar onde estás não é uma prova de amor. É uma prova que ele é um controlador e que, se tu deixas que ele o faça e não pões um travão a tempo, a coisa só vai ter tendência para piorar ainda mais.

Fazer-te perguntas sobre dinheiro não é indício de estar atento aos tempos difíceis em que vivemos, e reflexo de uma educação de poupança. Falar muitas vezes disso indica, isso sim, que um dia ele vai querer controlar o teu dinheiro. Aliás, se dependesse dele, era ele que geria já a tua mesada. Quanto gastas. Quando gastas. Em que gastas. Quando deres por ti, estarás a pedir-lhe autorização para comprar coisas para ti.


*texto da autoria de Paulo Farinha, publicado na Notícias Magazine e n'A Farmácia de Serviço

'Morning Microalgas

© todos os direitos reservados
As segundas-feira tornam-se mais fáceis quanto melhor forem os fins-de-semana que as precedem. E o meu foi dos bons. Dos mesmo bons. Com praia, caipirinhas, cabeleireiro, compras, leitura em dia, conversa em dia, mais compras, mais praia e mais caiprinhas!

Portanto:

bom diaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa. Boa semana!, everyone! =)

domingo, 25 de agosto de 2013

Wedding: o vestido #3

A minha costureira - já aqui disse, a melhor de sempre - tem mãos de fada. Trabalhou em alta costura a vida toda, atualmente está reformada e eu tenho a sorte de ela ainda me receber como cliente, apesar de já não o fazer com muita gente.

Quando escolhemos o vestido, as primeiras palavras dela foram: "acho que é maravilhoso. É totalmente a sua cara" [ela conhece-me desde os 7], o que me deu algum descanso. E depois só dizia "isto é muito fácil de fazer. Muito fácil". E eu acreditei que eu acredito naquela senhora como na minha mãe, quase.

Mandar fazer um vestido de noiva é uma escolha muito pessoal, que acima de tudo tem a ver com ter-se ou não uma costureira de confiança. Eu levarei a minha, comigo, no meu coração, forever! Começámos as provas em Fevereiro, para ajustar todo o modelo ao meu corpo. Estavam previstas cinco provas: duas em Fevereiro, uma em Março e as duas últimas já em Abril. Por causa de uma gripe violenta que atacou a costureira, a segunda de Fevereiro passou para Março. Ainda faltava imenso para fazer eu já achava que o vestido ia ficar mesmo mesmo como eu queria. Mas ainda faltavam três provas e portanto tínhamos mais do que tempo para fazermos alterações se algo corresse menos bem.

Só que um mês antes do grande dia a senhora partiu um pé. Lembro-me de ter parado no meio da rua, estática, enquanto ouvia o filho dela, do lado de lá , a dizer "Vai correr tudo bem. Ela diz que o vestido ficará pronto". E ouvi-me a responder "o que importa é que ela fique bem!" E continuei estática por mais 30 segundos. Faltava um mês, tudo se ia resolver.

Lembro-me de ligar à minha mãe, já a rir-me - porque realmente, ou se ri ou se chora, nestas situações - a contar-lhe a situação. Do outro lado, só ouvia o meu pai dizer: não te preocupes. Se for preciso compramos um vestido! E eu a dizer: "Oi? Eu não quero outro vestido. Eu quero aquele. E vai estar pronto. Tenho a certeza" - pelo menos queria ter! :)

E a verdade é que só houve mais uma prova até ao dia do casamento - precisamente 6 dias antes! A senhora conseguiu arranjar uma ajudante, costurou imensas coisas à mão - que as máquinas bem que precisam de pés para funcionarem, empenhou-se no projeto como se a vida dela dependesse daquilo. Fui buscá-lo na véspera do casamento, à noite, e levei-o de coração cheio de gratidão. A pobre costureira continuava sem conseguir andar, mas com um sorriso de enorme prazer na cara. "Por favor, traga-me fotografias, sim?"

Não era um vestido de princesa. Não tinha véu. Não tinha rendas, uma saia enorme em balão, bolsos, ou brilhos e pérolas. Mas era tanto a minha cara. Tinha tanto de tantas pessoas - as madrinhas que ajudaram a decidir pormenores, o bordado usado pela minha mãe, o empenho, a delicadeza e a arte da costureira - que não podia ter-me sentido uma noiva mais bonita num outro vestido.

Talvez não tivesse "wowAdo" os convidados - acho que o consegui com o noivo!:). Mas vos garanto que sempre que o vejo, sinto uma emoção totalmente inexplicável! E uma vontade incontrolável de o voltar a usar!

Fotos aqui



sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Não é Emanuel, é André Sardet..

"Hummm...não, o Garou não é o vosso Emanuel. Para os franceses ele é mais o André Sardet" <3



Paris, Aôut 2011
E o que eu acabei de me rir sozinha a lembrar-me disto, agora mesmo, no seguimento da nossa pequena [ahaha] conversa de hoje *

Miss you!!

É como fazer amor...[n'A Farmácia de Serviço]

[...] Mas quando se fala de coisas importantes, somos nós: eu e ele. Como quando se faz amor. A dois. Somente a dois, num espaço longe de olhares e considerações alheias.[...]

Ler tudo aqui, que hoje vesti a bata de farmacêutica!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O que se não quer

As pessoas passam a vida angustiadas com o facto de não saberem o que querem. Sobretudo porque é isso que perguntamos uns aos outros desde miúdos: o que queres ser quando fores grande? Que língua queres aprender no 5.º ano? E que língua queres começar no 7.º? E depois, que agrupamento queres seguir? E que matérias? E que curso queres tirar. Ok, queres seguir Direito, mas queres fazer o quê exatamente?


A teoria aplica-se exatamente da mesma forma às relações amorosas: mas de que tipo gostas. O que é que queres? Ai, quero um louro de olhos azuis. Um beto. Um moreno de olhos escuros. Quero um homem musculado. Quero um intelectual. Quero alguém que goste de museus, viagens e exposições. E que limpe a casa. E me respeite. E quero também...

Mas há quem não saiba o que quer. Aliás, há muito mais pessoas que não sabem o que querem do que as que sabem o que querem. Mas entre as que não sabem o que querem, há aquelas que sabem o que não querem. E saber o que se não quer é quase tão bom quanto saber o que se quer. Verdade.

Por exemplo, eu sempre soube que não queria ser cientista. Também sempre soube que não queria trabalhar no campo, que não quero pessoas negativas à minha volta e, sobretudo, sempre soube que não queria ficar 'presa' a alguém. No sentido de estar com alguém que me corte as asas. Alguém que não respeite o que eu sou; como eu sou - e passei por isso, e anulei-me e felizmente tive uma epifania que me fez ver que estava a fazer exatamente aquilo que nunca quis.

Saber que não queremos estar com uma pessoa é um passo importante numa relação. Na maior parte das vezes até gostamos dela, mas o problema é que ela não quer a pessoa que nós somos mas a pessoa que idealizou. E às vezes - tantas - essas pessoas não somos nós. E isso não tem mal nenhum.

Há pessoas que foram feitas para ser ótimas donas de casa. Que se sentem realizadas a lavar, passar, cozinhar e tratar do marido e dos filhos. Acho isso maravilhoso. Sobretudo porque há homens que adoram uma mulher que esteja lá para ser empregada deles. Boa! Happy couple. Mas há as mulheres - em cujo núcleo me insiro, claramente - que até podem lavar, passar, cozinhar e tratar da casa, mas que não gostam. Ou, pelo menos, não é isso que querem para a vida. Claro que faço tudo isto, mas porque gosto de ter uma casa acolhedora. Mas se eu não o fizer, o João não me diz para eu fazer. Nem se rala. Na maior parte das vezes, nem repara, na verdade.

Mas a verdade é que eu sempre soube que não queria ser empregada de ninguém. Que não queria nunca viajar. Que não queria ter um marido que não fosse inteligente, trabalhador e com sentido de humor. Sempre soube que não queria ter um marido que não se preocupasse com os outros. Que não fosse generoso e ambicioso - e isto vale para os amigos, também!

Por isso, minha querida-sabes-quem-és: sei perfeitamente o que estás a sentir. E se sabes que não é isso que queres, mesmo que ainda não saibas o que queres realmente, das duas uma: ou conseguem resolver ou saltas fora. Porque tu és demasiado especial para não poderes ser quem és. Para teres que ser algo que não queres. Para teres uma vida que claramente não pode ser a tua, porque tu não és assim.

E essa decisão vai ser dura. E vai levar tempo. Mas deixa o coração e a razão chegarem à conversa e verás que tudo correrá bem.

[And I'll always have your back, no matter what :)]


 

Quote of the day*


*by phuckyquote

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Let it go...[again]*

Deixar de amar é uma coisa que demora tempo. Muito tempo. Quanto mais se amou, mais tempo leva. Sempre foi assim e duvido de que algum dia deixe de ser - a menos que percamos todos a capacidade de amar.
Parque del Retiro, Madrid, 03.2012


Para além do tempo, deixar  de amar implica disponibilidade. De espírito e de coração. Ninguém consegue deixar de amar se não o quiser fazer. E essa é, possivelmente, a pior batalha que travamos connosco quando queremos esquecer alguém. Um dia disseram-me que "amar é um exercício de vontade". E é mesmo. Geralmente, mesmo sem sabermos, somos nós que queremos amar, que queremos gostar daquela pessoa. E depois, quando ela nos não ama, temos medo de a deixar ir. Temos medo de que quando deixarmos de a amar ela nos ame e não consigamos voltar atrás.

Deixar de amar dói. Custa. Deixar de amar retira-nos do 'estatuto especial' de pessoas que sofrem por amor. Mas é um risco que vale a pena correr. Deixar de amar implica aprender a gostarmos de nós sem que gostemos de amar alguém. Não é que não tenhamos amor para dar. Só não temos que o dar à pessoa que o não merece.

Eu, que já amei durante mais tempo do que o que devia, sei quão difícil é deixar alguém partir do nosso coração. Demora meses, às vezes anos. Demora relações falhadas e ilusões sem fundamento. Mas deixar alguém partir é, também, a maior prova de amor que se pode dar. É perceber que estaremos felizes se o outro estiver feliz. E isso sim, é amor. Amor, não é prender alguém numa relação que não quer. É deixar esse alguém voar para a vida que escolher. Mesmo que ela seja sem nós.

Porque ao deixarmos esse amor partir, estamos a abrir espaço para que um amor maior, daqueles que valem mesmo a pena, chegue e tome conta de nós. Ao deixarmos partir quem nos não ama, estamos a arranjar tempo para quem nos ama - e que vamos saber amar tão melhor.

Deixar partir é difícil e doloroso. Mas fechar o coração e guardar um amor que nunca será nosso é crueldade auto-infligida.

*Texto escrito há já muito tempo, num outro lugar.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

with all my heart.

Não te sei explicar o que é. De verdade. Não sei se é a música, se o sol, se o mar, se os prédios enormes. Não sei se é a rede a falhar em todas as ruas, os preços ridículos ou as dificuldades burocráticas. Não sei se são os sorrisos fáceis, a língua quente ou as infinitas possibilidades num só país. Não sei se eram os passeios de Sábado de manhã, o macarrão feito com amor-de-mãe ou os hábitos fantástico de acordar com um rádio a tocar, por exemplo.

© 2012 Meg

Sei que te parece estranho quando se me rasga o sorriso a meio daquela música ridícula. E os meus ombros não resistem ao movimento. Eu não pessoa de músicas ridículas. Eu não saio para dançar - ou saio muito pouco. Tu sabes. Não me faz falta, nem me dá particular gozo.  Mas a verdade é que aquela música me faz chorar. E rir. Faz-me sentir!, que é coisa difícil numa pessoa-menir como eu, as u know.

Não te sei explicar porque se me aperta o coração e me saem os suspiros, mas a verdade é que saem. Talvez pelas pessoas que conheci, pela forma como a minha vida mudou, pelas recordações fantásticas que não se apagam mesmo com memórias menos boas - que são más, na verdade.

A verdade é que sinto mais saudades daqueles morros e avenidas do que sinto de muitas pessoas  - shame on me. Porque uma pessoa como eu tem este tipo de problemas: demora muito a gostar de alguma coisa, a apaixonar-se. Mas quando gosta, é para sempre. E sofre com as distâncias e com as ausências. Por isso o meu coração está alegre - porque em 2014, afinal, vamos ter um bocadinho dele por cá - mas está tão triste, também: porque morro de saudades.

E tenho a certeza de que se tu me dissesses que era hora de fazer malas e ir sem data de regresso, eu te abraçaria, em lágrimas, e ia a correr. Assim.



domingo, 18 de agosto de 2013

Obrigada!

Muito, muito obrigada, Rita, por me ajudares nesta mega surpresa para o pequeno em plena tarde de Domingo. Muito obrigada pela boa disposição, pela alegria, pela disponibilidade e sobretudo pelo profissionalismo fora de série. Obrigada do fundo do coração!

E obrigada, querida Sofia, por nos fazeres cruzar os caminhos uma da outra! Pela generosidade e pelo carinho. Obrigada!!

Fizeram-nos passar uma mega tarde. De que precisávamos tanto. Obrigada!


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

The Childfree Life

Num dos artigos que li ultimamente, um especialista chamava a atenção para uma coisa fantástica na qual nunca tinha pensado:

“There’s more pressure on women to be mothers, to fulfill that obligation, than I’ve ever seen,” [...] “In the past we assumed it was out of a woman’s control” whether or not she had a child. “Now we think it’s her choice, so we can blame her.”

Ter filhos é, e sempre será, uma opção. É obvio que todos queremos saber da preservação da espécie, que os valores morais, religiosos e sociais tendem para que todas as pessoas tenham filhos, mas a verdade é que a maternidade / paternidade é uma opção. Que pertence a mais ninguém se não aos progenitores. Tentar passar isso para a esfera pública é errado, inapropriado a absolutamente inócuo, em última instância.


Há vários meses que algumas revistas de referência, de países diferentes, fazem capas sobre o assunto. De repente, lembro-me de que li uma Veja sobre isso e mais recentemente, a Time fez uma mega peça, as well. Reportagens que não incitam a ter ou a não ter filhos, mas que retratam a sociedade actual:

Mulheres que preferem investir na carreira, que não se sentem maternais, que não querem ter filhos. Que dizem poder assim lutar de igual para igual no que toca ao percurso profissional porque - sejamos realistas - certo é que poucas empresas dão às mães as condições ideais para que possam ser grandes mulheres de negócios, as well.

Mulheres que nunca encontraram o pai ideal, casais que afirmam viver melhor sem descendência, que não querem abdicar de montes de coisas - abdicando de outras. É a pura e dura realidade de um momento económco difícil, de um mundo onde a maternidade - felizmente - é opção. É o retrato de uma parte significativa da população, que não pode ser maltratada por causa disso!



Pouco tempo depois de ter saído a Time que fazia da vida sem filhos tema de capa, surgiram em catadupa comentários e dissertações de movimentos ou pessoas individuais que cruxificavam as mulheres - e os casais - que decidiram não querer ter filhos. "Seremos sempre pró-vida". Ora, não querer ter filhos não é bem o mesmo que fazer um aborto. Há milhares de razões para um casal poder não querer ter filhos e, dizem alguns entendidos, uma delas é precisamente o facto de toda a gente achar que temos que ter filhos. Não temos. Aliás, há pessoas que nem deviam ter filhos e têm. Outras que não podem e gostavam. E depois há as que não querem. E se não sabemos respeitar isso,  que respeito podemos exigir?

Não, não acho que as pessoas que não querem ter filhos sejam egoístas. Prefiro ver um casal sem filhos que filhos com maus pais. Não acho que toda a gente tenha que ter filhos. Não acho que uma mulher que se sente realizada profissionalmente tenha que abdicar disso porque a sociedade a manda ter filhos antes dos 40. Não acho que todas as mulheres só se sentem realizadas quando são mães: umas sim, outras não. Como umas precisam de trabalhar para se sentirem completas e outras não. C'est la vie.

Da mesma forma que não acho que uma mulher que queira ser mãe tenha que ser discriminada por isso; não acho que não deva ter todas as condições para ser uma profissional exemplar e poder ser mãe.
Não acho justo que se pergunte a uma mulher, numa entrevista de emprego, se pensa engravidar, como carácter decisório. Não acho que faça sentido uma mãe ser prejudicada porque teve que sair mais cedo três vezes para ficar com os filhos. Mas esse é o mundo real.

O mesmo mundo real que obriga as mulheres a serem profissionais fantásticas, mães exemplares e mulheres impecáveis em dias com apenas 24 horas. E se não o conseguirem, também são criticadas por isso.

Portanto, desculpem todos aqueles que acham que a vida só é plena e feliz com uma catrefada de filhos. Há pessoas que pensam de forma diferente. E merecem exatamente o mesmo respeito do que vós, felizes com a vossa catrefada de filhos :)


PS: nós queremos filhos. está tudo bem. isto não é um texto para justificar as minhas opções, pequenas microalgas *

 

 

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Travelling around

Há,realmente, muito poucas coisa na vida de que gostemos tanto quanto viajar. E à medida que o tempo vai passando e a nossa 'must see list' aumenta, o nosso coração aperta-se, porque queremos fazer ainda tanto tanto.


Não há nada que dê tanto retorno quanto um bom investimento em viagens! True story.

Síndrome de Peter Pan

Não é por acaso que o rapaz que não queria crescer só existe em desenho animado, e não é por acaso, também, que a história de Peter Pan é criada num cenário de tristeza profunda: porque não crescer não só não é possível como não é sinal coisa nenhuma que seja boa, em si.

Crescer é uma maçada. Eu sei.  Por norma só queremos crescer enquanto não chegamos aos 18. A partir daí, começasm os problemas: primeiro a faculdade, os amores e desamores, o drama das cadeiras que não conseguimos fazer, o dinheiro da mesada que não chega ao final do mês...Depois o trabalho, em que temos horários e responsabilidades acrescidas, porque afinal estamos a ganhar pelo que estamos a fazer. Temos chefes, rotinas, exigências. O nosso coração, amadurecido pelos desgostos de amor, começa a endurecer-se.

Já não perdemos peso tão facilmente, as rugas acumulam-se, precisamos de cada vez mais tempo para cuidar de nós e de quem nos é querido, mas ele é cada vez mais escasso. Crescer implica, no campo dos relacionamentos, aguentar o tranco mais vezes do que queríamos. O drama de um namoro deixou de ser ter lugar para namorar ou o facto de a nossa cara-metade ter mais acne que o namorado da nossa amiga, e passa a ser a eterna e sempre pertinente questão: é mesmo isto que eu quero para mim?

Quando conseguimos essa coisa fantástica que é parar de crescer, vêm os amores de Verão - chamemos-lhe assim. Agarramos num tipo mais novo (três, cinco, dez anos) e fingimos que é normal. Passamos as noites nas discotecas, os dias na praia, andamos com roupas demasiado curtas e decotadas, espetamos a nossa vida toda no Facebook. O nosso namorado fica louco, porque apresenta a miúda mais velha aos amigos, e nós fingimos que o nosso ego se alimenta de uma paixão que sabmos tão fugaz quanto a nossa capacidade para aturar homens imaturos com dramas existenciais porque afinal temos que trabalhar também ao fim-de-semana - lá está, a parvalhona da responsabilidade a estragar tudo.

Ou pior ainda: aquela paixão imatura deixa de nos achar graça, porque uma pessoa com trinta anos, mesmo que queira, não tem 22 e nunca vai ter. E há, portanto, certas coisas que deixam de fazer sentido - sim, eu sou uma conservadora que acredita mesmo que há idades para tudo! E aí, quando o nosso mundo desaba e percebemos que afinal o puto de 22 anos nos pôs a andar , era a altura ideal para perceber que, de facto, não querer crescer não é bom.

Mas não. Como qualquer adolescente, mantemos o sonho: vestimos o top mais justo e a saia mais curta, deixamos de comer o Verão inteiro, temos a pele curtida em vez de bronzeada e vamos para as baladas da moda com as amigas que também não quiseram crescer. Enchemos as redes sociais de fotos, mostramos ao mundo - e ao ex-namorado, que no fundo é só isso que interessa - que estamos felizes, e fingimos acreditar nisso.

Não sei quando é que os amores passaram a ditar o nível de auto-estima de uma mulher. Mas digo-vos que me assusta consideravelmente ver que há tanto Peter Pan que vai chegar aos 50 a achar que tem 20, pura e simplesmente porque não soube gostar do que vê no espelho. Do que é. E se acham que é cliché, olhem à volta e comprovem a veracidade do ditado mais sábio de sempre: se não gosta de si, quem gostará?

Grow up!




segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A melhor Volta e meia...


Descobri a Volta e Meia Bijuteria no ano passado, creio eu. Por indicação de alguém fui ver as peças que a Vânia colocava na página do Facebook e fui-me apaixonando por algumas. São despretensiosas, engraçadas, e acima de tudo, são feitas à mão, podem ser personalizadas e tudo a preço super acessíveis.

Em jeito de "experiência" encomendei à Vânia dois colares - um para mim, cuja foto perdi no processo - e outro para oferecer. Pude escolher todos os pormenores de cada um deles, e chegaram em 48 horas às minhas mãos.

Para a amiga-quase-irmã

Por isso, quando decidi que queria oferecer um pequeno presente às melhores-madrinhas-de-casamento-do-mundo, achei que a Vânia era a pessoa ideal para me ajudar: enviei-lhe um mail a explicar o que queria e em menos de uma semana as pulseiras 'thanks for helping me tie the knot', todas de tamanhos diferentes e ainda assim ajustáveis aos pulsos de cada uma, chegavam a minha casa. Mais do que a tempo de as entregar antes do casamento.

Cortesia da madrinha A.

Entretanto, na semana passada andei à procura de um colar 'What goes around comes around'. Não só porque tem sido o meu lema dos últimos tempos, como porque acho que andar com a frase ao pescoço me lembrará todos os dias dessa velha mas muito acertada e importante máxima...Procurei, procurei, procurei e não encontrei um que me satisfizesse - e que estivesse perto o suficiente para não ter que esperar por ele até ao Natal.

Até que, obviamente, me lembrei novamente da Vânia. Em quatro emails decidimos exatamente o que queria e em 48 horas tinha o colar que queria na minha caixa do correio.


Tem andado comigo desde então - exceptuando na praia, que acho que a marca é capaz de não ficar assim muito bonita - e tem feito o maior sucesso!Escolhi da moldura ao fundo, passando pela cor das letras e pelo tamanho e cor do fio. A Vânia é um amor, super rápida e ainda manda uma foto assim que termina a peça, de modo a que possamos dizer se é mesmo assim que tínhamos pensado ou se queremos fazer alterações!

Portanto, pequenas microalgas, se estiverm à procura de acessórios giros, passem pela página da Volta e meia Bijuteria.  Enviem um mail à Vânia. Sejam felizes. Vai com o selo de qualidade da Meg - que não vale lá grande coisa, é certo - e a garantia de que vão ser bem tratados.

Pronto. Por hoje era isto :)

Boa semana!!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Bi+Ca

Nós não somos o tipo de pessoa que vai jantar fora uma vez por semana, obrigatoriamente, mas quando vamos, gostamos de experimentar lugares novos. Eu sou uma esquisitinha com restaurantes, confesso. Exijo boa comida, bom atendimento, decoração agradável...não me importo de pagar mais, desde que o investimento compense. De verdade.

No outro dia, para celebrar o nosso terceiro mês de casados - uhhhh - decidimos ir jantar fora. Fomos à Lx Factory, e acreditei mesmo que iríamos jantar ao 1300 Taberna, que adoro. Só que entretanto abriu o Bi+Ca, onde eu já tinha ido almoçar algumas vezes, mas que não tínhamos experimentado ao jantar. O nome surge da junção de duas coisas que podem comprar lá: bicas e bicicletas - vão ver modelos absolutamente lindos.

É um lugar super bem decorado, com um estilo muito clean e muito nórdico - as sandwich abertas, ao almoço, são inspiradas nos países nórdicos e são ótimas, com opções surpresa a cada dia. As saladas são maravilhosas, também e enchem uma pequena marmota como eu, o que é um ótimo sinal.

Seja como for, nesse dia decidimos jantar e ficámos absolutamente rendidos. Como estava calor queríamos algo mais à base dos petiscos, e por sugestão do dono comemos uma tábua mista de queijos e enchidos que estava absolutamente divinal. Pedimos também ovos com farinheira - um desejo constante do meu querido marido - e rematámos com uns canapés surpresa, preparados pelo 'chef', com salmão, molho pesto ou peito de perú. Absurdamente bons.


O vinho branco, também sugerido - e cujo nome tenho muita pena de não ter memorizado - estava divinal e creio que era da zona de Setúbal. A Bi+Ca inaugurou entretanto a esplanada, o que significa que estamos condenados a lá voltar. Tem um preço perfeitamente justo, um serviço super agradável e atencioso e sai um bocadinho do cliché dos restaurantes lisboetas. A Lx Factory não é propriamente no centro da cidade mas tem um monte de gente gira para ver, e uma energia super positiva.

Eu se fosse a vós experimentava!

Ah!, e eles também servem pequenos-almoços. Em mesas com torradeiras individuais, para poderem fazer as torradas à medida que vão comendo. Priceless.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

What goes around...


 Os amigos são um bocadinho como a sorte: não é preciso ter muitos, é preciso que sejam realmente bons. Com a idade vamos percebendo que o que importa é rodearmo-nos de pessoas que nos dão segurança, que nos deixam voar mas que mantêm a rede de segurança esticada no caso de nos espetarmos; pessoas em quem podemos confiar sempre e com quem não temos reservas.

Vamos percebendo, também, que há pessoas que gostam de estar connosco simplesmente porque lhes podemos dar algo: sejam palavras, ajudas específicas ou simplesmente o silêncio de quem ouve. Há as que nos querem perto porque realmente podemos fazer diferença na sua vida. Com quem criamos empatia, sabe Deus porquê. Outras que querem simplesmente que não sejamos de mais ninguém, e que acreditam que as relações entre amigos são exclusivas porque isso os faz ter uma sensação de importância que não conseguem alcançar de outra forma.

Há as pessoas de quem nos rodeamos que nos inspiram, que nos deixam felizes e com um brilho no olhar naqueles 3 minutos em que nos conseguimos encontrar e trocar um abraço. Que se desdobram para programas despretensiosos que podem incluir compras, cinemas, um dia na praia a comer bolas de berlim ou só um café ao final do dia. Que fazem realmente a diferença, porque são.

E depois existimos. Nós. Com as nossas fraquezas, as nossas dúvidas, os nossos receios, as nossas vidas. Nós, com as nossas qualidades, defeitos, feitios, opções. Nós, que desconfiamos, que nos entristecemos, que nos desiludimos, que nos magoamos quando as pessoas não são, afinal, tudo aquilo que esperámos. Nós, que [tantas vezes] damos demasiado e que nunca queremos nada em troca. Até ao dia em que sentimos essa ausência, porque acreditámos que todas as pessoas que nos cruzaram o caminho fazia parte daquelas que nos abraçam só com o olhar.

E é nessa altura que repetimos, eventualmente com um olhar menos brilhante e um coração mais apertado, que what goes around comes around. E que, por isso mesmo, a vida ainda nos vai recompensar.


terça-feira, 6 de agosto de 2013

Enfarta-brutos

Eu gostava de ser aquele tipo de pessoa quw consegue fazer dieta. Que olha para a comida e que não sente uma fome avassaladora. Nem é por uma questão de peso - bendita genética da minha mãezinha - mas por uma questão de saúde. Gostava de conseguir não ceder ao desejo de jantar pão regional com queijo de Seia só porque me apetece. De evitar taças de Chocapic antes de ir para a cama. De não ter fome duas horas depois de ter comido uma taça cheia de cereais Nesquik e Cheerios.

Mas não sou. Eu sou o tipo de pessoa que acabou de comer um pão de Deus com fiambre e estou aqui a lutar comigo para não levantar o rabo e ir buscar outro para enfiar boca abaixo.

Ráspartam.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Disney world @ Harrods

Bom dia, pequenas microalgas!,
 
A amiga-quase-irmã também sugeriu irmos a Londres ao invés da viagem que temos programada, lá para o início do Invetno. E apesar de eu lhe ter dito logo que não, depois de descobrir o que o Harrods vai fazer em Novembro, estou disposta a reconsiderar ;)



Resumidamente, foi pedido a estilistas de renome que redesenhassem os vestidos de algumas das mais famosas princesas da Disney. O resultado vai estar em exposição no Harrods, em Londres, mesmo antes do Natal. Elie Saab desenhou o da Bela Adormecida [e ficou MEGA!], enquanto Versace ficou com o novo vestido da Cinderela!





Confesso que nunca fui mega fã da Pocahontas, mas o Roberto Cavalli quase me faz ficar ligeiramente apaixonada por esta piquena. O vestido é lindo - eventualmentee não dava muito jeito para andar aos pinotes pela floresta, mas...




Confesso que o Oscar de la Renta me desiludiu um pouco: o vestido da Branca de Neve está praticamente igual ao da Disney, mas tuuudo bem...



A Bela, deitadinha no castelo do Monstro, tem um vestido dourado fantástico assinado por Valentino. Combina com o pêlo do Monstro e tudo. Lovely.


O vestido da Ariel - que está magra que dói e quase desaparece nesta versão by Marchesa - é bonito mas não me deixa de queixo caído. Obviamente que podia vir, anyway, no conjunto, que ficaria lindamente no meu armário!:)


Boa segunda-feira, princesas-da-Disney-wannabe!


sexta-feira, 2 de agosto de 2013

o melhor do mundo

Eu tenho o melhor marido do mundo. Não é que eu não soubesse que ele o ia ser antes de me casar. Mas é maravilhoso descobri-lo, surpreendentemente, a cada dia.

<3
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