segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Por que deixamos a depressão ganhar?

Desde pelo menos de 2011 – isto equivale a uma pesquisa muito rápida – que os números não mentem: os portugueses estão consistentemente entre os mais deprimidos da Europa. Os números são assustadores – um relatório da OCDE revela que em 2014 havia uma incidência de 17% de depressão crónica nas mulheres, em Portugal – e é preciso atentar neles rapidamente, antes que seja tarde demais.

Durante os anos da crise, os estudos apontavam para a falta de emprego e a incerteza como factores a pesar consideravelmente na incidência das depressões. No entanto, isso não explica tudo. Há também alguns estudos que mostram uma evidência entre a falta de sono – os portugueses estão também entre os que menos tempo dedicam ao sono – e a falta de saúde mental.

Mas o que leva a que um problema destes, com números públicos, não seja tratado pelas autoridades? E o que leva a que socialmente não sejamos pessoas atentas a isto? Como é possível que os anos passem, os números continuem a aumentar, e nós continuemos a assobiar para o lado? Que tipo de pessoas somos nós, que deixamos que tanta gente viva deprimida mesmo ao nosso lado?

Eu tenho algumas coisas a dizer sobre o assunto – como pessoa que já passou por duas depressões, há coisas que se sentem de forma diferente, vos garanto J:

1.      Ligamos pouco às doenças mentais. Muito pouco. São um tabu que é preciso quebrar, porque muita gente sofre de doenças mentais e isso não faz delas más pessoas ou pessoas loucas. Temos que desmistificar o assunto e fazer ver a todos à nossa volta que é legítimo sentirmo-nos mal, às vezes. Porque esta tentativa constante de fingir alegria durante toda a vida faz com que estas questões se agravem. As doenças mentais existem, temos que aprender a lidar com elas e não achas que quem as tem é uma pessoa fraca. E isto leva ao ponto dois…
2.       Somos uns fingidos. Somos, generalizando, e com o risco que as generalizações acarretam. As redes sociais vieram piorar tudo, porque as pessoas adoram fingir que estão felizes, que têm o emprego de sonho, que têm tudo o que querem, que têm muitos amigos. Mesmo que muitas vezes estejam mais sozinhos do que nunca. Ao invés de procurarmos mostrar uma vida bonita nas redes sociais, era boa ideia ligar aos nossos amigos, de vez em quando, a perguntar como estão realmente: como estão as coisas em casa, no trabalho, se têm tido tempo para hobbies, se querem ir jantar.
3.        A felicidade não é o mesmo para todas as pessoas, verdade? Então, paremos de fingir que queremos ser todos como as pessoas dos blogues da moda, porque há algumas pessoas que também são felizes sem fazer yoga, ir a restaurantes fancy e sem ter a roupa da última coleção ou a decoração mais incrível em casa. Algumas nem sequer sentiam essa necessidade antes desta vaga de “felicidade através do ter cenas e fazer viagens e tudo e tudo e tudo”. É importante respeitarmos isso.
4.       Educação: os últimos dois pontos podiam ser resolvidos através de uma educação cuidada. É importante explicarmos aos mais novos que não é o que temos ou onde comemos que nos define. O que nos define são os nossos valores. A nossa verdade. Tudo o resto poderá tornar-se fonte de angústia e, consequentemente, levar a estados depressivos – porque no fundo estamos a viver para expectativas que nem sequer nos pertencem.
5.       Temos muita vergonha de dizer que estamos tristes. Hoje em dia a tristeza não é permitida. Os lutos não são permitidos. Dizer a verdade não é permitido. Toda a gente se ofende, toda a gente acha que sabe o que é melhor para o outro…guardar tudo isso para dentro faz mal, e faz com que as pessoas sofram sozinhas, pensando que estão erradas, de alguma forma. Não estão. Às vezes estão só doentes, mesmo e precisam de ajuda. Quando alguém vos disser que se sente deprimido, não julguem. Encaminhem a pessoa para ajuda profissional. As pessoas que têm depressões não são fracas. Simplesmente precisam de ajuda!
6.       As depressões não se tratam sozinhas. Muitas vezes são precisos remédios, muitas vezes é precisa terapia. E não faz mal! Porque se nós tratamos do corpo indo ao ginásio ou fazendo uma massagem; se tratamos do cabelo no cabeleireiro; se tratamos das unhas na esteticista, por que raio não podemos tratar da nossa alma?



terça-feira, 17 de outubro de 2017

E agora, o que fica?

As reportagens deste verão – as fotografias, as imagens, os textos – devem passar a constar dos programas educativos. Estas pessoas que, desamparadas, lutaram contra um fogo inatacável, são os heróis de uns tempos em que a solidariedade e a empatia já não existem e precisam de ser rapidamente repostos.

Nestas aldeias longe de Lisboa, do Porto ou dos centros de decisão onde se passeiam as elites, cada um teve que tentar valer a si e ao do lado, mesmo que isso significasse que idosos andassem de baldes ou ramos nas mãos, sem qualquer formação ou sequer capacidade física. Valeram-se uns aos outros, porque “não podem ficar à espera dos bombeiros”. E não ficaram. Nos entremeios, morreram mais 36 pessoas – que se juntam às 65 falecidas no incêndio de Pedrogão Grande. Há 3 meses e meio. Nos entremeios, ficou um bebé de um mês. Também ele não podia ficar à espera dos bombeiros?...

Estas reportagens, estes relatos na primeira e na terceira pessoas, têm que passar a constar dos programas educativos – não temos disciplinas de educação cívica? –  porque muito do que se passa hoje em matérias de incêndio tem mão humana – nem toda criminosa, mas humana. Cada beata deitada ao chão, cada garrafa de vidro abandonada, cada pedaço de terra descurado, cada porção de lixo atirada para onde for. A displicência com que nos tratamos e ao ambiente são meio caminho andado para tragédias destas – a falta de consciência do que a desertificação faz ao país; a falta de consciência do que o desperdício provoca; a falta de consciência do que estamos a provocar com o consumo desenfreado e inconsequente.

Estas reportagens, estas mortes têm que passar a fazer parte dos programas educativos porque nós não andamos a educar cidadãos. Andamos a fazer crescer pessoas sem escrúpulos, de onde saem depois as nossas ‘elites’, os nossos governantes que, perante uma catástrofe, dizem que não podemos contar com os meios que o Estado tem obrigação de ter à disposição dos cidadãos para os salvar. Os nossos governantes, alegadamente os melhores de nós, que nem sequer têm a humildade de perceber que falharam. Falharam ao não ouvir quem mais sabe; falharam ao ignorar avisos sobre o perigo que se avizinhava; falharam ao não querer saber de populações que, estando isoladas o ano inteiro, mais isoladas ficam quando uma tragédia lhes bate à porta.

Os alegadamente melhores de nós não querem saber se o José, de 70 anos, perdeu o sustento depois de ter salvado, sozinho, a sua casa, ou se Maria Joaquina viu vizinhos – as suas companhias de sempre – morrer. Aos alegadamente melhores de nós importa nada que o padre António, de 80 anos, tenha passado dez horas a acartar e distribuir baldes de água para tentar salvar as suas três paróquias. 
A quem é alegadamente melhor do que nós, a quem está a ocupar um cargo que exige sentido de Estado, importa pouco que aquela gente que pouco tinha, tenha ficado sem nada. Sobretudo, tenha ficado sem os seus. Importa pouco que três meses depois de uma tragédia, por erros precisamente iguais, tenhamos perdido mais pessoas, mais terras, mais esperança. Porque em Lisboa segue tudo igual. Porque no Parlamento, mais lei menos lei, a vida continua e aqueles incêndios, aquelas perdas, dizem pouco a quem no Orçamento do Estado para 2018, depois da tragédia de Pedrogão, não ocorreu aumentar a verba para o Ministério da Administração Interna e prever mudanças no combate aos incêndios, flagelos a que, ainda por cima, “teremos que nos habituar”, segundo António Costa. 

Ali, em São Bento, continuará a encomendar-se o almoço na hora das sessões plenárias, continuará a comer-se na cantina ou no restaurante do lado, e continuará a haver um tecto, aquecimento, e um salário na conta no final do mês. 

As nossas elites, as pessoas que devem ser o nosso exemplo, não foram sequer capazes de fazer aquilo que se pede às crianças desde que começam a ter entendimento: pedir desculpa. Por não terem sido capazes de proteger os seus. Nem estou a pedir que elenquem já as razões pelas quais falharam, mas como líderes que se espera que sejam, deviam pedir desculpa. Porque não fizeram tudo o que era possível para salvar o bebé de um mês que morreu longe dos pais, também eles mortos neste incêndio infernal. Como vamos nós dizer aos nossos filhos que pedir desculpa é nosso dever, quando aqueles que nos devem servir de exemplo não têm a humildade para tal?

Estes fogos têm que ser usados como exemplo de falta de cidadania, de empatia, de cuidado: são os mais fortes que devem proteger os mais fracos. É para isso que os elegemos. É isso que apregoam os sucessivos Executivos. Estes fogos têm que começar a entrar, como exemplo, na cabeça dos mais novos rapidamente, para que percebam que as acções de todos têm implicações na vida de todos. Que juntos, em gestos pequeninos, podemos criar um mundo melhor.


Estas tragédias têm que nos ajudar a criar cidadãos melhores do que nós: mais exigentes, mais reivindicativos, mais engajados, mais socialmente atentos. Pessoas envolvidas na política e movimentos de cidadania, crentes no sistema, activos nas lutas. Se tem que ser pela violência das imagens, das mortes, do drama, que seja. Mas que estas 100 mortes não sejam em vão. Que estas perdas não se fiquem apenas por isso mesmo: por perdas.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

É o mínimo. E não custa nada. A sério!

As lojas de rua fecham. Os jardins públicos estão mal tratados. Os idosos não têm apoios e as escolas públicas degradam-se. Não há vagas para crianças, não há escolas suficientes, não há acividades que promovem a saúde física e mental dos mais velhos, não há residências assistidas [e não lares] que lhes permitam manter a dignidade sem perder todas as poupanças.  

Não há casas com preços comportáveis, não há rede de transportes públicos que funcione. Não há alternativas ao carro, e o estacionamento não se pode pagar. As obras estendem-se por prazos inacreditáveis, minando os acessos, enchendo as casas de pó, melhorando quase nada, no final. As periferias das cidades perdem gente, ainda que a qualidade de vida seja francamente superior, sobretudo se a juntarmos a custos de vida consideravelmente mais baixos. Mas não há soluções que prendam as pessoas por lá – incentivos fiscais, boas ligações às cidades onde há emprego… 

Não estou a fazer queixas particular, limito-me a juntar todas as que oiço durante anos, no trabalho, em casa, no prédio, no bairro, na cidade, no país. Não é que possamos fazer muito para mudar as coisas – até podemos, mas teimamos em fingir que não é nada connosco. Mas há uma coisa que podemos fazer e que adoramos deixar passar: votar! Votem, minha gente. Se não gostam do estado actual das coisas, votem. Votem no partido da ponta oposta, votem no partido pequeno que nunca lá esteve, votem em branco, mas votem! Mostrem que não estão felizes, que querem mais e melhor. Envolvam-se. Preocupem-se. Escolham, em consciência, quem é a pessoa que está mais interessada nos cidadãos e menos no poderzinho que uma autarquia lhe pode dar. Borrifem-se para a demagogia e para o partido em que os vossos pais votam se não concordam com ele, se a pessoa que o representa não serve. Votem pela mudança. Mas votem. 

Porque este é um direito que demorou tempo demais a ser conseguido para ser ignorado. Não sejam mal-agradecidos a quem lutou pela democracia. Façam alguma coisa pelo estado actual das coisas e deixem de culpar os outros. O que se passa, infelizmente, também é culpa nossa e da nossa falta de exigência, de comprometimento. Comecem pelo mais fácil: vão votar! É o mínimo. A sério: o mínimo.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Somos os mais educados

Adoramos ser fashion. Ler os blogues todos, vestir as roupas da moda, ir aos restaurantes da moda, publicar tudo nas redes sociais; também adoramos ser saudáveis. Seguir as pessoas que comem bem, correr, ir ao ginásio - sempre com o devido outfit - e publicar tudo nas redes sociais. Adoramos design e decoração de interiores. Lemos revistas, lemos blogues, vemos youtubers e programas de decoração. Depois aplicamos à nossa casa e publicamos nas redes sociais. Adoramos jantar com amigos, ir a praias paradisíacas, fazer viagens incríveis para poder fotografar os lugares - mesmo que não estejamos bem a ver o que está defronte de nós - e publicar tudo nas redes sociais.

Aliás, publicamos nas redes sociais como somos pessoas incríveis: viajadas, cultas, fashion, atualizadas, com dinheiro, com bom gosto, saudáveis, activas, com o melhor trabalho do mundo (#lovemyjob), super comprometidas com diversas causas (#girlpower; #refugees; #dogoodthings...); super preocupadas com o mundo e com o ambiente no geral. Somos, num retrato das redes sociais, a sociedade ideal que vai fazer o mundo durar para sempre.

Só que depois existe a vida real: onde cada pessoa usa um carro, e pode demorar quase uma hora a chegar ao trabalho porque "Deus nos livre ir com a plebe de transportes" - causamos mais trânsito na cidade, mandamos o ambiente dar uma curva e até nem queremos bem saber se por acaso demoraríamos menos de transportes;

Inscrevemos os filhos em colégios particulares porque "a escola pública já se sabe...", mas quando os vamos levar deixamos o carro em segunda fila, ou em cima do passeio, ou em cima da passadeira, ou simplesmente no meio da estrada, num acesso de muita boa educação (por favor, detectem a ironia); não importa se os outros carros não passam, se as cadeiras de rodas e carrinhos de bebé não passam, se causamos uma fila inacreditável. É tudo pela melhor (?) educação dos miúdos;

Lemos milhares de livros sobre parentalidade positiva, amor, educação, glúten, peles atópicas e afins, mas não nos importamos que os putos, aos dois anos, só comam agarrados a telefones. Desde que sejam brócolos...

Conduzimos de olhos postos no telefone e sempre a ver se conseguimos fazer aquele quilómetro na fila da esquerda porque na da direita, para onde precisamos de ir, está fila. E depois entramos assim à maluca. Afinal, não tem mal, pois não?

Fumamos cigarros na rua, de preferência à porta do escritório, e ignoramos estoicamente o cinzeiro que lá está. Há-de passar um varredor para limpar as beatas, e o que importa o mundo, no geral? O mesmo se aplica à praia: vamos com a toalha da moda, o protector da moda, os óculos da moda e a seguir atiramos beatas para a areia toda, porque... bom, não sei. Mas sei que este ano os primeiros minutos do meu dia eram a garantir que a minha filha, muito apreciadora de areia, não morria com uma beata na garganta.

Atiramos lixo pela janela do carro, papéis para o chão, pastilhas elásticas para o campo. Compramos nas lojas de produtos biológicos, mas não nos importamos que o Continente online nos entregue as compras com mais 10 sacos de plástico do que o realmente necessário. Clamamos igualdade de género mas somos os primeiros a comentar a roupa de uma mulher que chegue a um cargo qualquer de responsabilidade - ou a pensar, mesmo que sem dizer, que certamente ela terá dormido com alguém.

E podia continuar, porque me bastam dois dias ou três a andar de carro em Lisboa ao invés de nos habituais transportes para ficar com pano para mangas para tantas análises sociológicas. E no final disto tudo, deste mar de coisas, acontecimentos, novidades, pessoas, vale também a pena perguntar: quantos de nós, durante o dia, perguntamos a uma só pessoa da nossa lista de amigos como é que ela está?

Como dizia uma grande amiga minha: "quando nos damos menos, sofremos menos". Só que quando nos damos menos, o mundo todo perde. E nós, animais sociais, ainda não nos apercebemos de como estamos a deitar tudo a perder.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Velvet

Por absoluta casualidade vi o primeiro episódio de Velvet, pelo qual tinha passado três vezes sem ligar nenhuma. Tinha acabado de ver a primeira temporada da [brilhante, brilhante] Chicas del Cable, e foi-me aparecendo como sugestão da Netflix. Numa das noites em que estava sozinha e não me apetecia ver mais séries americanas-ao-estilo-de-sempre-e-das-que-vejo-sempre, carreguei no botãozinho. O que fui eu fazer, senhores, o quê?? Criar um problema para o meu sono, por um lado, e um pequeno ataque de ciúmes ao meu querido marido que se sentiu - e com alguma razão - trocado várias vezes pela Paula Echevarria e pelo Miguel Angel Silvestre. E pelo José Sacristan. E pelo Javier Rey (<3 adiante="" e="" p="" por...bom="">

Paula Echevarria e Miguel Angel Silvestre, o meu novo amor...ah!
O argumento não tem nada de incrível - é uma espécie de Romeu e Julieta dos anos 1950/1960 - mas tudo o resto é incrível: a frescura dos actores, o guarda-roupa (que sonho, às vezes! Que sonho!), as lições. Cada vez gosto mais de séries europeias - obrigada, Borgen e Les hommes de l'ombre - mesmo que sejam tão leves quanto uma novela. Mesmo que já saiba como vai acabar. Foi o que aconteceu em Velvet: mais volta, menos volta, sabíamos que tinha que acabar de uma forma para acabar bem, para que possamos voltar a sonhar, para que estas pequenas obras de abstracção ainda nos façam acreditar e sonhar. 

Mas são quatro temporadas tão mas tão boas, que quase tenho vontade de repetir tudo outra vez - e mal acabei de a ver. No tempo em que tive que esperar que a Netflix disponibilizasse as duas últimas temporadas, deviam ter visto como ficou o meu humor: não estava a aguentar de emoção. Podia ter sido somente porque a Paula Echevarria e o Miguel Angel Silvestre me fizeram sentir o mesmo que a Julianna Margulies e o Josh Charles, em The Good Wife (que casal, senhores. Que energia no ecrã!), mas não. Velvet tem também o incrível Asier Etxeandia (tanta gargalhada!) e um segundo casal maravilha (Javier Rey e Marta Hazas for ever); tem uma Amaia Salamanca de estouro (vê-la aqui e no Gran Hotel é suficiente para perceber quão versátil pode ser); tem uma Cecilia Freire que não dá para acreditar e uma Angela Molina que nos prende no primeiro olhar que faz na série.



Se não tiverem nada que fazer durante o verão - e enquanto as séries americanas estão em pausa - vejam Velvet. Cada episódio tem mais de uma hora (houve dias que foram um problema, mas aproveitei uma semana em que tive que estar de repouso para despachar uma temporada inteira!! Yeah!) e vão ver que vale a pena. Isto se tiverem pachorra para séries românticas e bonitas. Porque é só isto. Mas isto, bem feito, já é tanto nos dias de hoje, que não consigo deixar de ter saudades desta gente toda...

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